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Roberto Gurgel pede que PF faça a segurança de procuradora do caso Cachoeira

Léa Batista, que havia recebido por e-mail ameaças veladas, voltou a ser coagida, desta vez com indicações de que poderia sofrer violência

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou nesta terça-feira que pediu à Polícia Federal apoio para garantir a integridade física da procuradora Léa Batista, ameaçada depois de investigar o esquema de corrupção controlado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. A procuradora, que havia recebido por e-mail ameaças veladas, voltou a ser coagida, desta vez com indicações de que poderia sofrer violência.

Nas ameaças, a representante do Ministério Público foi retratada como uma procuradora que atuou de forma dura nas investigações sobre a Operação Monte Carlo, “incriminando pessoas que não tinham culpa”. “Sua vadia, ainda vamos te pegar. Cuidado, você e sua família correm perigo”, diz trecho da mensagem recebida por Léa Batista.

Diante do risco de coação dos investigadores, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu nesta terça enviar representantes a Goiânia para ouvir os procuradores e fazer uma avaliação sobre os reais riscos pelos quais eles passam.

Ameaças – Na semana passada, o juiz Paulo Augusto Moreira Lima pediu afastamento do processo envolvendo Cachoeira depois de receber ameaças veladas. O magistrado atuou por 16 meses nas investigações decorrentes da Operação Monte Carlo, mas pediu para que fosse retirado do caso depois de ter recebido um telefonema originado de um presídio de segurança máxima, em que um preso falava abertamente sobre retaliações, e de um policial ter procurado seus pais.