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Rio: Exército deixa patrulhamento da Maré nesta terça

Forças Armadas ocuparam o complexo de favelas em abril de 2014 e agora serão completamente substituídas por unidades da Polícia Militar

As Forças Armadas deixarão completamente o complexo de favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça-feira. Os agentes serão substituídos por policiais militares (PMs) e serão instauradas quatro bases de Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs).

A desocupação teve início em abril, quando seis favelas da Maré voltaram a ser ocupadas por PMs – a Praia de Ramos e a Roquette Pinto foram as primeiras, seguidas pelas favelas de Parque União, Nova Holanda, Parque Maré e Parque Rubens Vaz, desocupadas pelo Exército no fim do mês. A substituição total do comando da Força de Pacificação – nome dado aos agentes das Forças Armadas que atuam no Complexo – ocorrerá no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro (CPOR-RJ), durante a manhã.

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Histórico – Homens do Exército e da Marinha atuam nas favelas desde abril de 2014, quando foram acionados para substituir o Batalhão de Choque e o de Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e dar apoio aos policiais militares em operações contra o tráfico. Na época, foi totalizado um número de 2.700 agentes em ação no local.

Desde a ocupação, confrontos entre membros das Forças Armadas e traficantes deixaram 23 militares feridos e um morto – o cabo de Exército Michel Augusto Mikami, que foi baleado na cabeça em novembro. Além disso, segundo o Comando Militar do Leste (CML), nesse período, as tropas federais realizaram mais de 83.000 ações, 674 prisões, 255 apreensões de menores e 1.356 apreensões de drogas, armas, munições, veículos, motos e materiais diversos.

Antes de abril de 2014, a taxa de homicídios no Complexo da Maré era de 21,29 mortes por 100.000 habitantes ao ano, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Após a ocupação das tropas federais, essa taxa caiu para 5,33 mortes.

 

(Da redação)