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Ressentido, Afif deixa secretariado de Alckmin

Governador cedeu à pressão do DEM por espaço no primeiro escalão

Por Carolina Freitas 26 abr 2011, 20h28

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, está fora do secretariado de Geraldo Alckmin. A saída foi anunciada pelo próprio Afif, na noite desta terça-feira, mas arquitetada e decidida por Alckmin, em concordância com a cúpula do Democratas, em uma série de reuniões no Palácio dos Bandeirantes nesta tarde. Após as conversas, Afif foi chamado à sede do governo e informado da mudança.

“Desejo que o governo do qual faço parte dê curso aos vários projetos que estávamos estruturando na Secretaria de Desenvolvimento Econômico”, disse Afif em nota distribuída por sua assessoria via e-mail assim que ele deixou o gabinete de Alckmin. “Espero que o meu sucessor tenha êxito no encaminhamento desses projetos e continuo à disposição do governador”. O Palácio dos Bandeirantes não se pronunciou sobre a alteração na equipe.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico será ocupada agora por Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Ele era titular do Desenvolvimento Social, mas, por decisão de Alckmin, cedeu lugar para um nome indicado pelo DEM – o deputado federal Rodrigo Garcia. A mudança foi confirmada pelo presidente do DEM, senador Agripino Maia, que veio a São Paulo nesta terça conversar com Geraldo Alckmin.

Resposta – As mudanças no secretariado são a resposta do governador às alterações no cenário político causadas pelo surgimento do Partido Social Democrático (PSD). Os dois maiores líderes do DEM em São Paulo, Afif e Gilberto Kassab, deixaram o partido para fundar a nova legenda e provocaram reações da cúpula do partido, que passou a cobrar de Alckmin espaço no primeiro escalão.

Com as medidas de emergência, Alckmin tenta ainda dar coesão a seu grupo político após a saída do PSDB de seis vereadores tucanos e de um dos fundadores do partido, Walter Feldman. Parte deles deve migrar para o PSD. São políticos ligados a Kassab e desafetos de Alckmin desde 2008. Nas eleições daquele ano, Alckmin desafiou o partido e lançou-se candidato a prefeito, contra Gilberto Kassab, então do DEM, partido aliado do PSDB.

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