Republicanos adia reunião sobre candidatura de Cleitinho ao governo de Minas Gerais
Senador tenta convencer presidentes nacional e estadual da sigla a autorizarem seu nome nas urnas; novo encontro ocorrerá na segunda-feira, 3
O Republicanos adiou a reunião que faria neste sábado, 1º, com o senador Cleitinho Azevedo, de Minas Gerais, para decidir se permitirá ou não que ele dispute as eleições pelo governo do estado. O encontro agora será realizado na próxima segunda-feira, 3, segundo informou a VEJA o presidente nacional da sigla, o deputado Marcos Pereira.
Pereira, Cleitinho e o presidente do diretório mineiro da legenda, o deputado Euclydes Pettersen, já se reuniram em São Paulo na última quinta-feira, 30, para tratar do assunto. No entanto, após cinco horas de duração, o senador não conseguiu convencer os líderes, que também não descartaram de todo a possibilidade eleitoral.
Nenhuma das equipes ligadas aos políticos informou o que gera o impasse neste momento.
Na última quarta-feira, 29, as executivas nacional e estadual do Republicanos divulgaram uma nota conjunta afirmando que, apesar de liderar com folga as pesquisas de intenção de voto, a sigla não levará adiante a candidatura de Cleitinho. A nota, com duros recados ao senador, mencionou a ausência dele na convenção coletiva e um amplo descomprometimento com a empreitada.
Apesar de o nome de Cleitinho ser sondado há meses, ele mudou de ideia em várias ocasiões sobre a disputa pelo governo mineiro, o que também foi ponderado por seu partido. “O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo”, diz trecho do comunicado de quarta.
Na noite do mesmo dia, o senador convocou uma coletiva de imprensa e disse que não foi à convenção do Republicanos porque estava de luto pela morte do irmão e que buscaria reverter o veto.
“Desde o ano passado, tive a humildade de falar que, se eu estivesse até perto de começar a eleição liderando as pesquisas, eu seria candidato (… ). Saiu uma última pesquisa agora, faltando dez semanas para a eleição, que mostra com 40% (das intenções de votos). Não sou só eu que quero, é o povo mineiro que quer. E a voz do povo é a voz de Deus”, disse o senador na coletiva.







