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Renan pode fazer ‘belíssima gestão’ no Senado, diz Temer

Vice-presidente ignora série de acusações e histórico de denúncias contra o senador alagoano, que teve de renunciar à presidência da Casa em 2007

Por Da Redação - 23 jan 2013, 13h01

O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou na manhã desta quarta-feira não acreditar que o retorno do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), ao comando do Senado afetará a credibilidade da Casa. Renan é favorito para voltar a presidir o Senado, cargo ao qual renunciou no final de 2007 para evitar ser cassado por quebra de decoro parlamentar após uma série de acusações. Nesta quarta-feira, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que uma empreiteira de uma pessoa próxima a Renan Calheiros faturou nos últimos dois anos R$ 70 milhões em recursos do programa Minha Casa, Minha Vida em Alagoas.

“Não creio (que afete a credibilidade do Senado). Vai depender muito da gestão que ele queira fazer, se ele fizer uma gestão correta, adequada, ao invés de prejudicá-lo, vai enaltecer. Mas é o futuro que vai dizer”, disse Temer. O vice-presidente fez uma visita ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Questionado se Renan Calheiros é um “bom nome” para comandar o Senado, Michel Temer disse que é “um nome escolhido pelo Senado, pelo partido, que tem tradição e pode fazer uma belíssima gestão”. “É isso que nós esperamos”, disse. O vice-presidente ressalvou que o líder do PMDB ainda não é candidato, e deverá oficializar sua candidatura “a partir talvez da semana que vem”.

Em relação à corrida para a presidência da Câmara dos Deputados, Temer disse que a disputa “está caminhando”. “O melhor candidato, que ganhar simpatia da bancada, será eleito”, destacou, numa referência à disputa que tem entre os candidatos o líder do partido e favorito, Henrique Eduardo Alves (RN), e a atual vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES).

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FPE – O vice-presidente disse ainda que o governo tem tomado providências para não prejudicar os estados na questão dos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Com base em um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), o Executivo liberou a primeira parcela do fundo com base nos critérios de rateio do ano passado.

Em 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia considerado a fórmula de distribuição de recursos ilegal e deu prazo até o final de 2012 para que o Congresso aprovasse uma nova lei – o que não foi feito. “Eu acho que muito proximamente o Congresso Nacional deverá se reunir para decidir esta matéria”, disse Temer. Questionado sobre a demora do Legislativo em decidir sobre o tema, Temer disse que o Congresso “tem o seu tempo”. “Acho que no seu tempo vai decidir”, disse.

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(Com Estadão Conteúdo)

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