Clique e assine a partir de 8,90/mês

Renan fala em rever modelo de governo e discutir eleições gerais

Presidente do Senado considerou proposta do senador peemedebista Valdir Raupp de se fazer eleições gerais no país em outubro, junto ao pleito municipal

Por Da Redação - 5 abr 2016, 17h21

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira ver com “bons olhos” uma proposta sugerida pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO) de se fazer uma eleição geral no país. Para ele, a intenção de Raupp, ex-presidente do PMDB e aliado do vice-presidente Michel Temer, é “bem elaborada” e não se pode descartar – assim como a discussão da revisão do modelo de governo.

“Acho que, se a política não arbitrar saídas para o Brasil, nós não podemos fechar nenhuma porta, deixar de discutir nenhuma alternativa, nem essa de eleição geral ou fazer uma revisão do sistema de governo e identificarmos o que há de melhor no parlamentarismo e no presidencialismo”, disse Renan.

O presidente do Senado destacou que a eleição geral seria para todos os cargos – inclusive o de presidente. Questionado se a medida poderia ser adotada já para as eleições municipais marcadas para outubro, o peemedebista não respondeu e repetiu que é necessário se buscar alternativas.

Pouco antes, a presidente Dilma Rousseff foi irônica ao comentar a sugestão de novas eleições para todos os cargos. “Convençam Câmara e Senado a abrir mãos dos seus mandatos e aí venham conversar comigo”, provocou.

Renan também não quis dizer se a solução seria menos traumática do que o impeachment da petista. Perguntado sobre se seria o caso de antecipar apenas a eleição presidencial, ele disse que isso é “outra coisa”. “A tese da eleição geral que está sendo defendida é uma tese mais ampla e pode significar uma resposta da política para o Brasil que continua a demonstrar muita ansiedade”, avaliou.

O peemedebista não se aprofundou sobre a viabilidade política de uma proposta de eleições gerais passar no Congresso. “Se vai ser aprovada ou não, nós não sabemos, mas acho que temos que guardá-la como alternativa”, repetiu.

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade