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Renan diz esperar ‘depoimento esclarecedor’ de João Santana

Marqueteiro do PT é suspeito de ter recebido U$ 7,5 milhões do petrolão em contas secretas no exterior

Por Da Redação 23 fev 2016, 12h08

Um dia depois da deflagração da 23ª fase da Operação Lava Jato, que determinou a prisão do marqueteiro petista João Santana, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta terça-feira esperar que o publicitário preste um “depoimento esclarecedor” e explique as suspeitas de que tenha recebido 7,5 milhões de dólares de dinheiro do petrolão em contas secretas no exterior. Santana desembarcou na manhã de hoje em São Paulo e será levado para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde cumprirá prisão temporária ao lado da mulher e sócia Mônica Moura.

Ao comentar o caso, Calheiros disse que, como presidente do Senado, não poderia antecipar cenários e desdobramento sobre os impactos políticos da detenção do marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula. “Mas espero que ele faça um depoimento esclarecedor, definitivamente esclarecedor. Ele que fez campanhas em vários países deve ter tomado os cuidados necessários, pois qualquer dia poderia ser questionado. Espero que ele esclareça tudo”, declarou.

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A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a 23ª fase da Operação Lava Jato. Batizada Acarajé, ela tem como alvo preferencial o marqueteiro João Santana. Os investigadores identificaram pelo menos 7,5 milhões de dólares enviados ao exterior e com relação direta com João Santana.

Conforme revelou VEJA, depois do repasse de documentos encontrados em fevereiro de 2015, durante a nona fase da Lava Jato, investigadores detectaram indícios de que subsidiárias da empreiteira Odebrecht repassaram dinheiro a contas no exterior controladas por João Santana, marqueteiro responsável pelas campanhas que levaram Lula e Dilma a vitórias nas últimas três eleições presidenciais. Os indícios são de que o publicitário recebeu secretamente dinheiro por meio de contas que o Grupo Odebrecht mantinha no exterior para quitar despesas de campanhas do PT.

VEJA também mostrou que, ao analisarem o material apreendido ainda na nona fase da Lava Jato, os investigadores encontraram uma carta enviada em 2013 pela esposa de João Santana, Mônica Moura, ao engenheiro Zwi Skornicki com as coordenadas de duas contas no exterior. Sócia do marido, Mônica indicava uma conta nos Estados Unidos e a outra na Inglaterra para o repasse de dinheiro.

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