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‘Reagiu, morreu’, diz Renan Santos sobre polícias e combate ao crime

Candidato do Missão, partido do MBL, disse nesta terça, 4, em sabatina em São Paulo, que 'ou prende, ou mata'

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 ago 2026, 17h43
‘Reagiu, morreu’, diz Renan Santos sobre polícias e combate ao crime Priorizar nos meus resultados Google

O candidato a presidente da República Renan Santos (Missão) defendeu nesta terça-feira, 4, que, caso criminosos reajam a abordagens policiais, seja permitida uma reação mais violenta pelas forças de segurança, o que inclui a possibilidade de morte dos suspeitos. Ele usou como exemplo o caso do ciclista Vitor Medrado, que foi assassinado à queima roupa, no Parque do Povo, zona sul de São Paulo, na manhã do dia 13 de fevereiro de 2025, por dois criminosos que exigiram o seu celular. A vítima entregou o aparelho sem resistência.

“Ele entrega o celular e o bandido, de maneira voluntária, opta por atirar nele. É uma banalização da vida e do assassinato. O que você vai fazer com um criminoso desses? Só existem duas circunstâncias: ou você prende ou você mata”, disse Renan na sabatina do G4, próximo da Faria Lima, centro financeiro do país. Ele disse que, se for eleito presidente, estabelecerá como regra que criminosos do crime organizado que quiserem se entregar sejam presos. Quem resistir ou tentar enfrentar a polícia, pode ser morto. “Se entregou, foi preso. Combateu o policial, reagiu, morreu. Não deve haver uma terceira alternativa”, afirmou o candidato.

Depois, durante entrevista coletiva a jornalistas, ele repetiu a tese. “Isso já é permitido às polícias. Se uma pessoa esta assaltando à mão armada uma pessoa no meio da rua, o policial tem que fazer o uso da força, de preferência não letal — mas letal, se for o caso, para poder neutralizar alguém. (…) Espero até que ele (o criminoso) não morra. Mas, se precisar, que seja ele e não a pessoa. Isso é o básico”, disse Renan.

Em algumas pesquisas, Renan Santos chegou a aparecer em terceiro lugar, na frente dos ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado. O líder do Movimento Brasil Libre (MBL) se coloca como um candidato filiado a uma cartilha ultra liberal na economia e conservadora nos costumes. Em entrevistas anteriores, Renan disse que é o “único” candidato realmente de direita e que, caso não vá para o segundo turno, não deve apoiar nem Luiz Inácio Lula da Silva e nem Flávio Bolsonaro.

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