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Queiroga deixa hotel de luxo em NY para se hospedar em local mais barato

Ministro foi diagnosticado com a Covid-19 após participar de comitiva brasileira que viajou aos EUA para a Assembleia-geral da ONU

Por Da Redação Atualizado em 25 set 2021, 13h54 - Publicado em 25 set 2021, 13h22

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deixou na noite desta sexta-feira, 24, o hotel de luxo onde estava hospedado desde terça, 21, quando foi diagnosticado com a Covid-19, para cumprir o isolamento em um local com diárias mais baratas. O chefe da pasta foi um dos integrantes da comitiva brasileira que viajou aos Estados Unidos para a Assembleia-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) e, assim que testou positivo, se hospedou no hotel Intercontinental Barclay, em Nova York.

Queiroga tem 55 anos e já tomou as duas doses contra a Covid-19. Ele foi não foi o único que testou positivo após viagem aos Estados Unidos. Além dele, o deputado federal Eduardo (PSL-SP), filho Zero Três do presidente Jair Bolsonaro, e um diplomata do Palácio do Planalto que chegou antes em solo americano também foram infectados pelo coronavírus.

“Sabemos que as vacinas foram feitas mais rápidas do que o padrão. Tomei a 1ª dose de Pfizer e contraí COVID. Isso significa que a vacina é inútil? Não creio. Mas é mais um argumento contra o passaporte sanitário. Estudos sobre efeitos colaterais e eficácia estão ocorrendo agora”, escreveu Eduardo no Twitter ao anunciar que estava com Covid-19.

Para cumprir a quarentena de 14 dias recomendada pelas normas sanitárias, o ministro da Saúde deve ficar nos Estados Unidos até 5 de outubro. A informação sobre o novo local que Queiroga não hospedou não foi divulgada pelo governo. Procurado por VEJA, o Ministério da Saúde, informou que a mudança do hotel foi feita seguindo todos os protocolos de segurança e que as despesas foram pagas por Queiroga.

“O ministro Marcelo Queiroga não possui cartão corporativo e todas as despesas, até o momento, foram pagas por ele. Ainda que a pasta tenha acesso ao Suprimento de Fundo para compras de emergência ou casos de excepcionalidade, até o momento, o Ministério da Saúde não fez uso desse recurso”, diz nota.

Ainda de acordo com a pasta, Queiroga terá os valores reembolsados conforme previsto no decreto nº 940/1993, que diz que o ministro pode “receber setenta por cento do valor da diária quando o pagamento das despesas cobrir apenas as relativas à pousada”. O ministério também informa que Queiroga “passa bem e não apresentou mais sintomas da Covid-19”.

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