Quatro sinais positivos para Flávio Bolsonaro na nova pesquisa sobre a corrida presidencial
Recuperação nas intenções de voto, fortalecimento entre eleitores independentes e redução do temor à volta do bolsonarismo estão entre os movimentos
A nova pesquisa Genial/Quaest trouxe um cenário favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que segue na liderança da corrida presidencial. A comparação com a rodada de julho, porém, revela três movimentos que beneficiam diretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL): além da recuperação nas intenções de voto, ele avançou entre os eleitores independentes e entre os homens. Levantamento ainda mostra queda do percentual de brasileiros que afirmam temer mais a volta dos Bolsonaro ao poder do que uma nova gestão petista.
Depois de recuar na pesquisa de julho, Flávio voltou a crescer nos dois principais cenários da disputa. No primeiro turno, passou de 28% para 30%, enquanto Lula oscilou de 40% para 39%. No segundo turno, o senador avançou de 37% para 39%, ao mesmo tempo em que o presidente recuou de 45% para 44%. O resultado reduziu a vantagem numérica de Lula nas duas simulações e interrompeu a tendência de queda observada na rodada anterior.
O avanço entre os independentes é outro sinal positivo?
Esse talvez seja o dado politicamente mais relevante. A comparação entre julho e agosto mostra que Flávio ampliou seu desempenho justamente entre os eleitores que se declaram independentes. Nesse grupo, ele passou de 15% para 18%, enquanto Lula recuou de 30% para 24%.
Os independentes costumam representar um dos segmentos mais disputados da campanha e, por não estarem identificados previamente com nenhum dos dois campos políticos, são considerados estratégicos para o crescimento das candidaturas.
Ao mesmo tempo, Lula continua dominando amplamente entre os eleitores que se identificam como lulistas, enquanto Flávio mantém ampla vantagem entre os bolsonaristas, indicando que a principal mudança ocorreu justamente fora das bases mais fiéis de cada candidato.
O temor à volta dos Bolsonaro também diminuiu?
A série histórica da Quaest mostra uma redução do percentual de entrevistados que afirmam ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder. Em julho, esse grupo representava 46% dos entrevistados. Em agosto, caiu para 44%. No mesmo período, o percentual dos que dizem temer mais uma nova gestão de Lula passou de 38% para 41%.
Pela primeira vez desde março, a distância entre os dois indicadores diminui para apenas três pontos percentuais, sugerindo um equilíbrio maior na percepção negativa sobre os dois campos políticos.
Como ficou o cenário entre os homens?
Entre os homens, no primeiro turno, Lula tinha 45% das intenções de voto em julho, e caiu para 37% em agosto. Flávio, nesse grupo, subiu de 30% para 34%.
O cenário da eleição mudou?
Ainda não. Apesar dos três movimentos favoráveis a Flávio Bolsonaro, a estrutura da disputa permanece praticamente inalterada.
Lula continua liderando os cenários de primeiro e segundo turno e preserva ampla vantagem em seu principal reduto eleitoral, o Nordeste. Flávio, por sua vez, consolida sua posição como principal nome da oposição, recupera parte do terreno perdido na rodada anterior e amplia sua competitividade em segmentos considerados decisivos, especialmente entre os eleitores independentes.
VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







