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PTB desiste de lançar candidato próprio à prefeitura do Rio

Após a pré-candidata Cristiane Brasil ser presa no último dia 11 na Operação Catarata 2, a legenda afirmou que se concentrará em eleger seus vereadores

Por Jana Sampaio Atualizado em 27 set 2020, 14h58 - Publicado em 27 set 2020, 14h55

Presa na Operação Catarata 2 no dia 11 de setembro, a ex-deputada Cristiane Brasil não irá mais concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro na próxima eleição municipal, marcada para o dia 15 de novembro. Neste domingo, 27, o Partido Trabalhista Brasileiro, pelo qual ela era pré-candidata, informou que não terá candidato próprio à prefeitura e que se concentrará em eleger os vereadores da legenda.

Filha do presidente nacional da legenda, o ex-deputado Roberto Jefferson, Cristiane foi a acusada de ter sido beneficiada por um esquema de propinas que desviou 30 milhões de reais dos cofres públicos entre 2013 e 2018. No dia de sua prisão, a então pré-candidata se defendeu das acusações e disse estar sendo vítima de perseguição política.

“Tiveram oito anos para investigar essa denúncia sem fundamento, feita em 2012 contra mim, e não fizeram pois não quiseram. Mas aparecem agora que sou pré-candidata a prefeita numa tentativa clara de me perseguir politicamente, a mim e ao meu pai. Em menos de uma semana, Eduardo Paes, Crivella e eu viramos alvos. Basta um pingo de racionalidade para ver que a busca contra mim é desproporcional. Isso deve ter dedo da Martha Rocha, do Cowitzel (em referência ao governador afastado Wilson Witzel) e do André Ceciliano. Vingança e política não são papel do MP nem da Polícia Civil”, postou em sua rede social.

A ex-delegada Martha Rocha (PDT) também concorre à prefeitura do Rio nessas eleições. Já André Ceciliano (PT) é presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e foi acusado pelo ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, de receber propina.

Dias antes de ser presa, Cristiane Brasil postou um vídeo no Instagram afirmando que o PTB iria endireitar o Rio. A ex-deputada é uma das entusiastas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e se define como “anticomunista” na internet.

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