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‘PT vai usar 2° turno para abafar mensalão’, diz Serra

Tucano diz que petistas se comportam como donos do espaço público

Por Jean-Philip Struck - 8 out 2012, 18h22

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, retomou a campanha nesta segunda-feira e afirmou que o PT pretende usar o segundo turno para abafar o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).

“O PT vai querer usar essa eleição para apagar, para abafar a questão do mensalão. Eles costumam atuar como proprietários privados da vida pública, então procuram manejar, criar pautas para a imprensa nessa direção”, disse o candidato.

O tucano se referia a uma frase do seu adversário, Fernando Haddad, segundo quem a eleição na capital paulista tem importância no cenário nacional. Serra disse ainda que sua campanha vai explorar o escândalo do mensalão, “já que é um tema presente no noticiário”.

O candidato disse ainda que pouco vai mudar na sua campanha neste segundo turno. “Só a intensidade, vamos ter mais tempo para falar, apresentar e debater propostas. Não vai ser [um turno] mais folgado, vai ser mais apertado, do ponto de vista de exigência, de tempo de trabalho”, disse.

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As declarações foram feitas logo depois de uma caminhada na Vila Formosa, na zona leste da capital, bairro em que Serra liderou a contagem de votos. O candidato disse sua campanha vai se concentrar em discutir propostas e comparar biografias, mas que não espera o mesmo do PT. “Eles têm tradição em baixaria”, disse.

Apoio – Serra evitou falar muito sobre eventuais apoios de candidatos derrotados no primeiro turno “Eu não vou procurar apoios. Isso é com o pessoal do partido”, disse. Quando perguntado sobre qual apoio ele recusaria, Serra disse: “Isso não é um serviço de informação para o adversário”.

Mais cedo o candidato concedeu uma entrevista à rádio Jovem Pan em que ironizou o principal slogan do “novo” adotado pela campanha de Fernando Haddad. “Fala-se muito de novidade no Brasil. A grande inovação hoje em dia é a corrupção levando gente à cadeia, é a impunidade que começa a acabar. Não tem maior pra quem está atrás de novidade na vida pública brasileira.”

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