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PT tem briga interna por uso do número 1313 na eleição

O prefeito Washington Quaquá entregou o disputado número de urna para o filho, que concorre a deputado federal, irritando outros candidatos

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 ago 2026, 10h34 | Atualizado em 2 ago 2026, 11h41
PT tem briga interna por uso do número 1313 na eleição Priorizar nos meus resultados Google

Desde o ano passado, o PT do Rio vive um clima de pé de guerra. Em outubro, o líder do partido na Câmara, deputado Lindbergh Farias, reagiu a declarações do presidente do diretório da sigla no estado, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá. Lindbergh classificou o colega como “desprezível”, de “baixo nível” e com “cheiro de esgoto”. Era uma reposta a Quaquá por ter acusado a ex-ministra Gleisi Hoffmann de usar a máquina do governo para fazer política particular. Lindbergh é casado com Gleisi.

Agora, a briga se intensificou. Lindbergh não aceita o fato de Quaquá, como vice-presidente nacional do partido, entregar o disputado número de urna 1313 para o próprio filho, Diego Quaquá, presidente estadual do PT que concorrerá a uma vaga de deputado federal. O número 1313 foi usado por Washington Quaquá na eleição de 2022, quando foi eleito deputado federal.

Quem briga pelo disputado número?

O número 1313 era uma ‘reivindicação’ de outros petistas do Rio e vinha sendo disputado nos bastidores por Lindbergh e pelo ex-presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Ambos são considerados dentro do partido como dois grandes puxadores de votos nas próximas eleições no Rio de Janeiro.

Lindbergh e Freixo, em reação à decisão de Quaquá, dizem que a decisão do prefeito representa a criação de uma “capitania hereditária”, o sistema administrativo criado por Portugal em 1534 para povoar o Brasil, dividindo o território em grandes faixas de terra entregues a nobres donatários.

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Lindbergh e Freixo impetraram uma queixa no Diretório Nacional do PT contra a decisão de Quaquá de entregar o 1313 para o filho. O argumento principal é que o PT do Rio entregou o número de forma autoritária para Diego. Para os dois, é inaceitável que interesses familiares orientem as decisões estratégicas da legenda.

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Quaquá diz que ainda estaria dentro de seu mandato de deputado federal, caso não tivesse sido eleito prefeito, para justificar que o número pertence a ele a à família. “Eu nunca cogitei sair do PT e no pior momento do partido e em meio a perseguição ao presidente Lula eu estava lá defendendo o PT e o Lula! O PT é minha vida e o Lula o meu ídolo! Eu sempre os defendi, mesmo quando todos estavam abandonando o barco!”, escreveu Quaquá nas redes sociais.

“Quanto ao número 1313, ele foi usado por mim e agora será usado pelo presidente do PT no Estado, representante do município que é símbolo do que o PT tem de melhor! O choro é livre! E os que abandonaram o barco no passado e falavam mal do PT que baixem a bola!”, escreveu Quaquá.

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