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PT prepara ‘transmissão paralela’ com Haddad durante debate da Band

Partido, no entanto, diz que vai tentar até a última instância da Justiça a participação de Lula no programa, marcado para a próxima quinta-feira

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 9 ago 2018, 10h40 - Publicado em 7 ago 2018, 18h01

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT), candidato a vice-presidente e possível substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial, pretende fazer uma transmissão paralela na internet durante o debate entre candidatos que será realizado pela TV Bandeirantes, nesta quinta-feira, 9.

O PT vai insistir, no entanto, que Lula, preso em Curitiba, participe do debate. Caso tenha o pedido negado, a legenda considera ainda solicitar que a emissora coloque uma cadeira vazia com o nome do ex-presidente durante o programa.

Haddad afirmou que o PT deverá fazer um “debate programático”, com a participação de blogueiros. “E nós vamos ganhar em audiência”, declarou, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira, 7, ao lado da deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), escolhida para ser candidata a vice-presidente na chapa petista caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barre a candidatura de Lula, enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

Para defender a presença do ex-presidente no debate, o PT alega que ele foi oficializado como candidato durante convenção, no último sábado, 4, e que a confirmação foi registrada em ata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para os demais debates, após o registro da candidatura no dia 15, o núcleo da campanha petista defende que a presença de Lula ou de um representante nos programas seja discutida na Justiça Eleitoral.

“Lula teria, até o deferimento ou não, espero que seja o deferimento do seu pedido, o direito de participar de tudo. A lei é clara, inclui rádio e TV”, disse Fernando Haddad.

O coordenador da campanha presidencial do PT, José Sergio Gabrielli, reforçou que o partido tentará na Justiça, até a última instância, que o petista esteja no debate da Band. “O candidato é Lula. Vamos forçar para que Lula esteja lá.”

A emissora já informou à campanha que apenas o candidato a presidente deve estar no programa e que não cabe a ela buscar que Lula deixe a prisão, em Curitiba, para participar.

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