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PT e PSDB avaliam perdas com união Marina e Campos

Petistas defendem que Aécio Neves sai ofuscado na corrida eleitoral. Tucanos dizem que Dilma é a mais prejudicada por aliança do PSB

Por Da Redação - 7 out 2013, 11h19

Petistas, tucanos e seus aliados passaram a debater neste fim de semana quem teve mais prejuízo eleitoral com anúncio da parceria entre a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ambos agora no PSB. Um partido acusa o outro como principal perdedor: petistas afirmam que o projeto de Aécio Neves, senador mineiro que deve ser o nome do PSDB na sucessão ao Planalto, é o principal atingido pelo acordo; os tucanos, por sua vez, dizem que a aliança entre uma ex-petista e um ex-ministro governista fortalecerá a oposição à presidente Dilma Rousseff.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) tem a seguinte avaliação: “A semana que passou terminou bem para a oposição e mal para o governo. O [José] Serra ficou no PSDB e a Marina fortaleceu o PSB, o que no meu entender leva a uma eleição com muita chance de vitória das forças que querem uma mudança”.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que tentará reeleição no ano que vem, afirmou neste domingo ter ficado “feliz” com o acordo de Marina com Campos para a disputa ao Planalto. Alckmin disse não acreditar que a parceria prejudique a candidatura de Aécio ao Planalto. “Estava preocupado de ela [Marina] não se filiar a nenhum partido e se autoexcluir do processo eleitoral”, disse o governador ao participar de evento na Zona Leste da capital paulista. “Fiquei feliz com ela ter se filiado porque isso garante a sua participação no cenário político-eleitoral do ano que vem. Fortalece a democracia.”

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Líder do PT na Câmara, o deputado federal José Nobre Guimarães (CE), fez coro ao mensaleiro: “Quem deve estar muito preocupado com essa aliança é o PSDB”, escreveu o petista no microblog Twitter.

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Célula-tronco

Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, em setembro de 2009, a então senadora Marina Silva, filiada ao PV, explicou seu apoio às pesquisas científicas, mas sua posição contrária ao uso de célula-tronco embrionária.

Corrupção

Em pronunciamento na tribuna do Senado Federal, Marina Silva (PV) defendeu a transparência das contas públicas como antídoto à corrupção e citou números contabilizados pela FIESP sobre o montante bilionário do desvio de dinheiro público no Brasil.

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Saída do PT

Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Marina Silva citou a incapacidade de o PT se engajar na luta socioambiental e a vontade de não assumir um terceiro mandato como principais motivos para romper com o Partido dos Trabalhadores antes de se filiar ao PV e aceitar o convite para concorrer à Presidência da República.

Código Florestal

Durante a convenção do PV, em junho de 2010, para lançamento de sua candidatura a Presidência da República, Marina Silva falou sobre as mudanças no Código Florestal e o relacionamento com políticos e setores da sociedade.

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Derrota nas eleições de 2010

Fora do segundo turno da disputa pela Presidência da República nas eleições de 2010, Marina Silva negou apoio aos candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), e criticou a violência dos ataques pessoais durante a campanha.

Manifestações no Brasil

Em junho de 2013, enquanto estruturava o partido Rede Sustentabilidade, Marina Silva criticou em um vídeo na Internet o despreparo do Estado para lidar com os protestos que se organizaram nas redes sociais.

(Com Estadão Conteúdo)

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