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PT do Rio lança pré-candidatura de Lindbergh para 2014

Diretório fluminense do partido vai ser reunir no domingo para avaliar desmpenho nas urnas em 2012 e sinalizar que não está disposto a abrir mão da disputa pelo governo

Por Da Redação 9 nov 2012, 08h30

Em política, um ciclo de dois anos pode ser uma eternidade. Ou um piscar de olhos, dependendo da estratégia dos partidos e do que está em jogo na próxima eleição do calendário. No Rio de Janeiro, os movimentos recentes dos dois principais partidos instalados no Palácio Guanabara indicam a segunda opção. Depois de estapeados pelo prematuro lançamento do vice-governador Luiz Fernando Pezão para disputar o governo do estado em 2014 – obra do prefeito reeleito Eduardo Paes, minutos após a vitória nas urnas – os petistas fluminenses revidam. E, sob o pretexto de avaliar o desempenho eleitoral do partido no estado em 2012, devem aprovar no próximo domingo a pré-candidatura do senador Lindbergh Farias ao governo.

A reunião do diretório fluminense do PT fará um lançamento informal, mas carregado de significado para o futuro da aliança que sustenta o governador Sérgio Cabral. Lindbergh desistiu de disputar o governo em 2006 em favor da aliança, e não parece disposto a repetir o sacrifício. Ele também não escondeu, durante a campanha nas eleições municipais, que trabalhava com esse objetivo: percorreu mais de 60 municípios e, no 2.º turno, apoiou candidatos que ganharam as prefeituras de Macaé, Duque de Caxias e Petrópolis.

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A medição de forças, é verdade, começou bem antes, com a sinalização de uma estratégia agressiva por parte do PMDB. O governador Sérgio Cabral cogita – segundo disse Pezão ao site de VEJA – deixar o cargo para abrir caminho para o vice. Coroaria, assim, a boa relação que Pezão construiu com Dilma Rousseff, exibida publicamente nas visitas da presidente ao estado. Algumas delas em momentos tensos, como a tragédia na região serrana em janeiro de 2011.

A aprovação da pré-candidatura de Lindbergh não é necessariamente um caminho irreversível para o PT fluminense, hoje dependente de cargos e favores do governo controlado pelo PMDB. A possibilidade de ter em Lindbergh um candidato competitivo ao Palácio Guanabara, porém, aparentemente animou parte considerável do PT no Rio, seção estadual sob domínio da direção nacional desde 1998. Na ocasião, uma intervenção impôs o apoio à candidatura de Anthony Garotinho (então PDT) ao governo em troca de uma aliança nacional.

O próprio Lindbergh tratou de fazer uma espécie de “seguro” contra uma eventual repetição da intervenção do PT nacional para forçá-lo a apoiar a aliança. Sinalizou que, se não puder ser candidato pelo PT, poderá se mudar para o PSB e concorrer ao governo pela nova legenda. A possibilidade ficou mais séria após o resultado da eleição municipal, que fortaleceu o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, que passou a ser apontado como possível presidenciável.

(Com Estadão Conteúdo)

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