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PT do Rio entregará cargos no governo Cabral até sexta-feira

Resolução aprovada pela comissão executiva do partido determina que filiados com cargo de confiança peçam demissão. Quem não sair poderá ser expulso

O PT do Rio aprovou, nesta segunda-feira, uma resolução para que os filiados que ocupam cargos de confiança no governo do Estado entreguem suas cartas de demissão até a próxima sexta-feira, 31. Quem não obedecer estará sujeito a sanção administrativa e poderá ser expulso, promete Washington Quaquá, presidente do diretório regional fluminense do PT e prefeito de Maricá. “Queremos evitar a pecha de que pessoas do PT se encostaram no governo. Só tínhamos permanecido por pedido do governador Sérgio Cabral”, disse Quaquá, no início da noite. O desembarque petista marca, enfim, um divórcio que já era esperado, em razão da intenção dos dois partidos de ter candidato próprio ao governo do estado.

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Mesmo com a concorrência entre os candidatos, Quaquá declarou que Lindbergh não vai ter um “tom de agressão” contra o governo Cabral e Pezão, do qual o PT fez parte por sete anos. “Vai ter espetada, mas o tom de Lindbergh não vai ser de agressão. Vão ter críticas. Não vamos para festa de criança. Estar fora do governo dá liberdade ao Lindbergh de construir alianças e programa de governo. Pezão é agora nosso adversário”, disse Quaquá.

Com a saída dos secretários petistas de governo, Carlos Minc da Secretaria do Ambiente e Zaqueu Teixeira da Assistência Social, o PMDB aproveitou para buscar a adesão de outros partidos para uma aliança que favoreça a candidatura de Pezão. O deputado estadual Pedro Fernandes, filho da vereadora Rosa Fernandes e líder do Solidariedade no Rio, será o secretário de Assistência Social. O objetivo é demover o Solidariedade de lançar a candidatura de Rosa Fernandes ao governo estadual e integrá-lo à coligação. Com o mesmo objetivo, foi convidado Índio da Costa, presidente do PSD no Rio, para ser secretário do Ambiente e desistir de se lançar candidato ao Palácio Guanabara em outubro.

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