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PSOL acusa Holiday de incentivar ofensas por celular; ele nega

Vereadoras alegam que o parlamentar, ligado ao MBL, passou o celular delas para seguidores; Sâmia Bonfim diz que recebeu mais de 1.000 mensagens ofensivas

Por Da redação 7 abr 2017, 21h53

O embate entre dois dos mais jovens vereadores jovens de São Paulo, Fernando Holiday (DEM), de 20 anos, e Sâmia Bonfim (PSOL), de 27, esquentou na última semana. Tudo começou quando o coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) anunciou na última segunda-feira no Facebook que estava fazendo visitas surpresas a escolas municipais para, conforme as suas palavras, verificar se estava ocorrendo algum tipo de “doutrinação ideológica” durante as aulas. Em reação à alardeada “campanha de fiscalização”, a parlamentar do PSOL entrou no dia seguinte com uma representação na corregedoria da Câmara Municipal para processá-lo por quebra de decoro parlamentar.

Com ideias antagônicas, Holiday tem como vitrine o projeto “Escola sem Partido”, enquanto Sâmia defende o “Escola sem Censura”. Começava aí uma briga que se estendeu por discursos na tribuna da Casa a ataques por vídeos nas redes sociais.

Nesta sexta-feira, a troca de acusações engrossou. A vereadora contou que, desde a madrugada, recebeu mais de 1.000 mensagens ofensivas. Algumas com conteúdo de baixo calão, como “Para com essa merd… Sua vereadora nojenta”. Segundo a parlamentar, ela perguntou a um agressor quem havia lhe passado o seu contato particular. Este lhe respondeu com um meme, no qual aparecia o logo do MBL. Com base nisso, Sâmia acusou Holiday de ter pegado o seu número no grupo de WhatsApp dos vereadores e de tê-lo transmitido aos seus seguidores para que a pressionassem.

“Holiday pegou meu número do grupo de WhatsApp dos vereadores e jogou nas redes e nos grupos! Não sabem perder e estimulam a violência!”, acusou Sâmia, no Twitter. Além dela, a vereadora Isa Penna (PSOL), 23 anos, também sofreu a mesma ofensiva. 

De modo enfático, Holiday condenou as alegações e negou que a iniciativa tenha partido dele ou do MBL. Também sugeriu que foi a própria vereadora quem montou as imagens para atacá-lo. “Não partiu de nós, nosso mandato tem coisa mais séria a tratar e Holiday também já sofreu ataques como este. Porém, não é a primeira vez que as vereadoras criam “fanfics” e mentiras a seus seguidores sobre Fernando Holiday e o MBL, aproveitando nossa popularidade para ganhar likes”, publicou no Facebook.

Diante da enxurrada de mensagens, Sâmia fez um adendo hoje à representação que havia protocolado na última segunda-feira para pedir que a Corregedoria da Casa investigue se o vereador do DEM estava por trás das ofensas.

No início da semana, a polêmica com as visitas surpresas aos colégios envolveu até o secretário de Educação, Alexandre Schneider, da gestão João Doria (PSDB), que criticou Holiday no Facebook, dizendo que ele “exacerbou suas funções” e não poderia usar o mandato para “intimidar professores”. Apesar de ser aliado e fazer campanha para Doria, o MBL rebateu, afirmando que o secretário foi mal informado e estava no cargo por “indicação política e não por mérito próprio”.

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