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PSL expulsa deputados bolsonaristas envolvidos no inquérito das fake news

Partido afirma que eles afrontaram estatuto ao se manifestarem contra STF. Gil Diniz diz que a 'expulsão é uma honra'; Douglas Garcia vê 'perseguição'

Por Da Redação Atualizado em 15 jul 2020, 22h24 - Publicado em 15 jul 2020, 22h07

O Conselho de Ética da executiva estadual do Partido Social Liberal em São Paulo decidiu nesta quarta-feira, 15, expulsar os deputados estaduais Douglas Garcia e Gil Diniz, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, acusados de fazer ataques aos Supremo Tribunal Federal e seus ministros.

Os dois já estavam suspensos do partido desde o dia 28, por causa das investigações do STF a respeito do suposto envolvimento dos deputados na disseminação de fake news.

Em nota, o PSL afirmou que as expulsões foram por “práticas que afrontam o estatuto do partido, ao qual todos os filiados são submetidos, especialmente no que se refere ao seu artigo 7º do Código de Ética, que veda atividades políticas contrárias ao regime democrático”.

O partido afirma ainda que deu aos dois parlamentares o “irrestrito direito de defesa, onde não negaram os fatos a eles imputados”.

Dentre as práticas colocadas em pauta na reunião do PSL, está a postagem em que Douglas Garcia disse que o STF “prepara um golpe de estado para derrubar Jair Bolsonaro”. Junto com Gil Diniz, ele compareceu a uma delegacia para pleitear a soltura de manifestantes presos em São Paulo durante protesto contra o ministro Alexandre de Moraes.

Em nota, o deputado Gil Diniz afirmou que é uma “honra ser expulso”. Já Douglas Garcia lembrou que repudiou, em diversas ocasiões na Alesp, a intervenção militar. Para ele, a expulsão do PSL foi “ato de perseguição política”.

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