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PSDB pode esperar Serra definir candidatura, diz Alckmin

Em evento, governador de São Paulo anunciou um investimento de 250 milhões de reais para a criação de 700 leitos de internação para dependentes químicos

Por Da Redação 14 fev 2012, 11h57

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu nesta terça-feira que o PSDB poderá aguardar o veredicto do ex-governador José Serra com relação à sua entrada na disputa pela prefeitura de São Paulo. O prazo para a inscrição nas prévias tucanas termina nesta terça e até o momento Serra não fez a inscrição. Apenas quatro nomes estão no páreo: os secretários estaduais José Aníbal (Energia), Bruno Covas (Meio Ambiente) e Andrea Matarazzo (Cultura) e o deputado federal Ricardo Trípoli.

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Questionado se esta terça seria o prazo final para Serra decidir se participará ou não da corrida eleitoral de 2012, como prevê a resolução do partido, Alckmin respondeu: “Se ele quiser ser candidato, é um ótimo candidato, preparado e sério. Essa é uma decisão pessoal do José Serra que nós devemos aguardar.” O governador negou que tenha conversado, nos últimos dias, com Serra a respeito das eleições municipais. “Não tenho nenhum fato novo, nenhum fato novo”, frisou.

Apesar da declaração de Alckmin, fontes ligadas ao governo disseram que, nos últimos dias, Serra tem consultado aliados próximos de Alckmin sobre a eventual entrada na disputa municipal. Em janeiro, o ex-governador teria dito a aliados que não pretendia disputar o pleito e que estaria focado apenas na sucessão presidencial de 2014.

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Clínicas de reabilitação – Alckmin anunciou nesta terça um investimento de aproximadamente 250 milhões de reais, nos próximos dois anos, na implantação de 700 novos leitos de internação para dependentes de álcool e drogas em São Paulo. Os novos leitos, segundo ele, irão totalizar 1.200 vagas custeadas pelo governo estadual.

Em discurso, ele voltou a defender a operação policial realizada recentemente na Cracolândia e destacou que foi uma ação importante, tanto do ponto de vista social, como de saúde pública. “Hoje, se puder fazer um balanço, nós avançamos”, disse, lembrando que aumentou a procura de dependentes ao Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod).

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Alckmin anunciou que a partir de março a assistência aos usuários passará a funcionar em período integral. Atualmente, a Secretaria de Estado da Saúde mantém 482 leitos para internação de dependentes químicos em São Paulo. As clínicas ficam abertas até as 19 horas para o atendimento ambulatorial durante a semana e fecham aos fins de semana.

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(Com Agência Estado)

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