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PSD, de Kassab, formaliza apoio a Dilma, mas negocia com tucanos em SP

Ex-prefeito foi convidado pelo PSDB para disputar o Senado na chapa de Geraldo Alckmin, mas, em Brasília, PSD repassará quase um minuto e quarenta segundos para Dilma na TV

Por Gabriel Castro, de Brasília - 25 jun 2014, 14h31

A manhã desta quarta-feira para o PSD teve a cara do ex-prefeito Gilberto Kassab: a sigla anunciou que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles poderá disputar o governo de São Paulo, embora o próprio Kassab negocie concorrer ao Senado na chapa do PSDB, enquanto a Convenção Nacional, em Brasília, formalizava o apoio da sigla à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Na Convenção, 108 dos 114 votos foram a favor da coligação com o PT de Dilma no plano nacional. O PSD tem uma bancada de 45 deputados, que vão assegurar quase minuto e quarenta segundos na propaganda da petista no rádio e na televisão.

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O PSD nasceu em 2011 justamente para permitir que oposicionistas, oriundos principalmente do DEM, aderissem ao governo petista. Mas, até agora, a sigla mantinha oficialmente uma postura de independência em relação ao governo federal.

A presidente Dilma Rousseff esteve no evento e discursou por 45 minutos. Ela voltou a atacar o que chamou de “pessimistas” e “profetas do caos”. E disse que o PSD é “uma das mais promissoras novidades da política brasileira por causa de sua sobriedade, moderação e disposição construtiva”.

Dilma, que usou o horário de expediente para participar do ato eleitoral, estava acompanhada do vice-presidente, Michel Temer, e dos ministros Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e Ricardo Berzoini, de Relações Institucionais.

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