Clique e assine a partir de 9,90/mês

PSB ‘marcha para oposição’ após PF levar Lula e Delcídio delatar Dilma

Por Da Redação - 4 mar 2016, 21h03

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, anunciou nesta sexta-feira, por meio de nota, que o partido vai “marchar em definitivo para a oposição” ao governo Dilma Rousseff. A postura deve ser referendada pela Executiva Nacional da legenda, depois de a Operação Lava Jato atingir o ex-presidente Lula e de o ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, revelar em delação premiada que Dilma teria articulado uma interferência nos rumos da investigação – o que ela nega. “Os acontecimentos dos últimos meses evidenciam um quadro de deterioração ética que foge à normalidade”, escreveu Siqueira. “O funcionamento das instituições de Estado – Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal – deve ser respeitado em uma democracia, de modo que ninguém possa ser sacralizado e, menos ainda, vitimado simplesmente por responder a acusações que pesem contra ele, independentemente do cargo que ocupa ou que ocupou. Em uma democracia madura, ninguém se surpreende com ações dessa natureza por órgãos de Estado.” O PSB mantinha postura crítica ao governo, mas não se declarava oposição nem situação, depois de se afastar de vez do petismo e de ter lançado candidato próprio à Presidência em 2014: então no PSB, a ex-ministra Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, assumiu a candidatura depois da morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. Em nota, a Rede disse nesta sexta que “a gravidade dos fatos requer todo apoio à investigação profunda e rigorosa de todos os envolvidos” e criticou a incitação ao confronto nas ruas – como tem feito o PT. (Felipe Frazão, de Brasília)

Publicidade