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Protesto termina com bombas e correria no Leblon

Movimento que começou pacífico, com cerca de 300 pessoas, teve confronto entre polícia e manifestantes, que se encontraram em frente à casa do governador Sérgio Cabral

Por Cecília Ritto - 5 jul 2013, 00h59

Mais um protesto no Rio de Janeiro termina em confronto entre manifestantes e polícia. Dessa vez, na Zona Sul da cidade. O grupo de cerca de 300 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, conseguiu manter a calma por quase cinco horas, limitando-se a gritar palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral, em frente ao prédio onde ele mora. No fim da noite, porém, instalou-se uma confusão generalizada.

A PM afirma que o ataque partiu primeiro de um grupo que jogou pedras e latas de cerveja contra os agentes, que teriam revidado com spray de pimenta. Pouco antes, os manifestantes gritavam “Vamos invadir”, mas eles garantem que a polícia agiu sem raz�ão. Por volta das 22h45, uma nuvem de fumaça se levantou devido à grande quantidade de bombas de gás lacrimogêneo atiradas contra os manifestantes, que correram em direção à praia.

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A eletricidade de parte da Avenida Delfim Moreira foi desligada, e os policiais que se concentravam nas proximidades desde o início do dia aumentaram o cerco a partir da casa do governador até o fim do bairro. Havia viaturas de polícia em cada esquina. O Batalhão de Choque foi acionado. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também teve de ser chamada para controlar um princípio de incêndio. Um coquetel molotov, segundo os agentes, atingiu um engradado de bebidas que estava no local. Pela Avenida Ataulfo de Paiva, a principal de bairro, lixeiras foram depredadas e seu conteúdo foi espalhado ao longo da via.

Seis pessoas foram detidas e encaminhadas à 14ª DP, para onde se dirigiram representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Eles dizem que acompanharão todo o processo, da detenção à averiguação das acusações.

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Início – O protesto começou pacífico e incorporou como traje oficial os guardanapos que causaram constrangimento ao governador e seus secretários, no ano passado – quando vieram à tona imagens de integrantes do governo do estado em um restaurante de luxo em Paris, na companhia do empreiteiro Fernando Cavendish, dono da construtora Delta.

Todo o ato foi acompanhado de perto pelo Ministério Público. Cinco promotores observavam a movimentação antes do confronto, e faziam registros em vídeo. “Temos procedimento instalado para apurar qualquer violência ou conduta errada dos policiais”, disse Délcio Alonso, promotor de Justiça da Auditoria Militar. Ainda segundo ele, o MP compareceu a convite da Polícia Militar.

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