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Protesto termina com 2 mil pessoas perto da casa de Cabral

A manifestação começou às 16 horas em Copacabana e terminou no Leblon; até o início da noite não havia sido registrado nenhum incidente

Por Da Redação 23 jun 2013, 21h03

Uma passeata que começou com 300 manifestantes em Copacabana terminou, cinco quilômetros adiante, com cerca de 2.000 pessoas concentradas próximo à casa do governador Sergio Cabral (PMDB). No início, no percurso pela orla carioca, predominaram as críticas contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que restringe poderes de investigação do Ministério Público, pedidos de ações contra corrupção e de mais verbas para saúde e educação. No fim, prevaleceram críticas ao governador e ao prefeito Eduardo Paes (PMDB).

O protesto começou às 16 horas e até o início da noite não havia sido registrado nenhum incidente. O quarteirão onde está localizado o prédio do governador, numa rua transversal à praia, foi isolado e protegido por um contingente de certa de 200 policiais militares.

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Durante a passeata, os manifestantes pediam o apoio dos moradores. Em resposta, moradores dos apartamentos em frente à praia de Ipanema e Leblon (um dos metros quadrados mais caros do país), acendiam e apagavam as luzes. O clima, em geral, foi festivo.

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Quando a passeata chegou a Ipanema, pouco antes de 18 horas, os manifestantes tomaram a pista da Avenida Vieira Souto próxima aos prédios, que, diferentemente da pista junto à praia, não estava interditada. Agentes da CET-Rio agiram para fechar ao trânsito toda a orla.

Pouco depois, na chegada da passeata ao local onde um grupo de cerca de 20 jovens havia montado acampamento desde a noite de sexta-feira, em ato de protesto contra o governador, um dos acampados discursou com um megafone. Pregou a não violência, pediu que os protestos fossem pacíficos e emendou reivindicando investigação sobre suposto envolvimento do governador Cabral com o escândalo no qual a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish, ocupou o centro de investigações sobre superfaturamento de obras.

O discurso foi recebido por um coro de manifestantes com palavras de ordem contra o governador e depois, com todos cantando o Hino Nacional. Foram entoados cantos chamando Cabral de ditador, chamando os policiais que faziam a proteção do bloqueio para passar para lado dos manifestantes e fazendo alusão ao fato de o governador estar em Paris.

A assessoria de Cabral, contudo, negou que o governador esteja fora do país. Não foi confirmado se ele estaria em casa, pois, segundo a assessoria, Cabral não tinha agenda pública neste fim de semana. À noite, a assessoria do Palácio Guanabara distribuiu uma nota sucinta do governador: “As pessoas têm o direito de se manifestar, desde que de forma pacífica”.

Durante o dia, restaurantes e supermercados de Copacabana foram protegidos por tapumes de madeira para evitar depredações durante a manifestação. O shopping Rio Sul, próximo ao túnel que liga Botafogo a Copacabana, anunciou na véspera que não abriria no domingo, por causa da manifestação.

(Com Estadão Conteúdo)

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