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Promotores negam condução coercitiva de Lula: ‘Equívoco’

Cassio Conserino e Fernando Henrique de Moraes Araújo, do Ministério Público do Estado de São Paulo, dizem que houve um erro na intimação ao ex-presidente

Por Da Redação 1 mar 2016, 00h08

Os promotores de Justiça Cassio Conserino e Fernando Henrique de Moraes Araújo, do Ministério Público do Estado de São Paulo, informaram nesta segunda-feira que não têm a intenção de conduzir de forma coercitiva o ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, para prestarem depoimento sobre o tríplex no Guarujá (SP). Segundo os promotores, houve “um equívoco” na intimação a Lula.

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“Talvez tenham utilizado modelo padrão para notificação de testemunhas, uma vez que nessa hipótese é possível”, assinalam os promotores em documento que será encaminhado nesta terça ao Tribunal de Justiça do Estado onde a defesa de Lula ingressou com pedido de habeas corpus para impedir a eventual condução coercitiva do petista e de sua mulher Marisa Letícia. “Esse erro não foi perpetrado por nós”, afirma Conserino, que soube pela imprensa do uso da expressão “condução coercitiva” na intimação ao ex-presidente.

Nesta segunda-feira, o Instituto Lula informou que o ex-presidente não prestará depoimento na quinta ao MP-SP na investigação sobre o tríplex no Guarujá. Os advogados do petista decidiram enviar por escrito os esclarecimentos do casal.

Segundo reportagem de VEJA, o promotor de São Paulo Cassio Conserino já tomou a decisão de denunciar Lula e Marisa Letícia por lavagem de dinheiro. A promotoria vê indícios de que a compra do tríplex se tratou de uma “operação cuidadosamente arquitetada” para ocultar patrimônio. A Lava Jato, por sua vez, apura se os imóveis foram usados como pagamento de propina.

(Com Estadão Conteúdo)

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