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Promotor é preso por receber 1,3 milhão de reais em propinas

Segundo as investigações, originadas da Lava Jato, Flávio Bonazza de Assis recebia 60 mil reais por mês para proteger empresas de ônibus do Rio de Janeiro

Por Roberta Paduan - 3 fev 2020, 13h45

O promotor Flávio Bonazza de Assis, do Ministério Público do Rio de Janeiro, foi preso na manhã desta segunda-feira, 3, pela Polícia Federal. A prisão ocorreu em seu apartamento em Copacabana, na Zona Sul carioca.

Bonazza é acusado de receber 1,350 milhão de reais em propinas da Fetranspor (entidade de empresários de transportes de passageiros) para evitar o andamento de investigações que pudessem atingir as empresas de ônibus.

De acordo com as investigações, Bonazza aquivava inquéritos, pedia informações a colegas e as vazava para empresários do setor de transportes. Ele teria atuado em pelo menos 115 casos envolvendo as companhias de ônibus. Em troca da proteção, o promotor recebia “caixinhas” de 60 mil reais por mês, o que ocorreu no período entre junho de 2014 e março de 2016.

O promotor pediu aposentadoria em novembro, logo após ser denunciado pelo MPF. Com isso, ele perdeu o foro privilegiado e seu caso seguiu para a 7 ª Vara Federal, de Bretas. A prisão, autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, é um desdobramento das investigações da força-tarefa da Lava Jato no de Rio de Janeiro.

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Junto com a prisão, o juiz determinou o arresto de bens de Bonazza no valor de 1,350 milhões de reais.

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