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Procuradoria pede que Rosinha seja solta e Garotinho fique preso

Entendimento é o de que ex-governadora apenas 'consentiu' com os crimes praticados pelo marido, apontado como 'líder de organização criminosa'

Por Estadão Conteúdo Atualizado em 29 nov 2017, 18h41 - Publicado em 29 nov 2017, 18h34

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (PRE-RJ) pediu nesta quarta-feira ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) que a ex-governadora Rosinha Garotinho (PR), presa desde a semana passada, seja solta e fique sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. O entendimento é o de que ela apenas “consentiu com os crimes” praticados pelo marido, o também ex-governador Anthony Garotinho (PR).

A PRE solicitou a manutenção da prisão preventiva de Garotinho, apontado como líder de uma organização criminosa. O casal foi preso no último dia 22 de novembro, sob acusação de crimes como corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais entre os anos 2009 e 2016, quando Rosinha era prefeita de Campos dos Goytacazes, município do norte fluminense.

A decisão do TRE deve sair ainda nesta quarta-feira. O tribunal julga também habeas corpus impetrados pela defesa do casal Garotinho. Para a PRE, Rosinha deve ter a prisão preventiva substituída pelo monitoramento e, em liberdade, ficar proibida de manter contato com testemunhas e de se ausentar de Campos. Outras obrigações seriam ficar em casa de noite e aos fins de semana.

“Cautelares menos gravosas também resguardariam a sociedade de prejuízos causados por aqueles que, ao revés, deveriam servir de exemplo de honestidade e probidade, mas que findam por frustrar a vontade popular”, acredita o procurador regional eleitoral Sidney Madruga. Já Anthony Garotinho, “como líder da organização, apresenta risco de interferir na instrução criminal em curso, como coação de testemunhas”, argumentou Madruga.

  • Denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) mostra que o grupo J&F, que controla a JBS, fez doação ilegal de 3 milhões de reais por meio de contrato com uma empresa indicada por Garotinho para financiar sua campanha ao governo do Estado em 2014. Os valores foram declarados em sua prestação de contas. Ele é acusado também de intimidar e extorquir empresários que atuavam em Campos.

    Rosinha está detida na Cadeia Pública de Benfica, na Zona Norte carioca, que abriga também os presos da Lava Jato no Rio, como o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Anthony Garotinho também estava detido em Benfica, mas acabou transferido à Cadeia Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, como punição por ter relatado agressões dentro da cadeia e ser desmentido por agentes penitenciários e imagens do circuito de segurança.

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