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Procuradoria do DF abre investigação sobre farsa na CPI

Ministério Público vai investigar se houve crime de improbidade administrativa no teatro montado por senadores e assessores do governo na CPI da Petrobras

Por Marcela Mattos 8 ago 2014, 18h22

A Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF) abriu investigação nesta sexta-feira para apurar a farsa montada por senadores do PT e assessores do Palácio do Planalto na CPI da Petrobras. Reportagem de VEJA desta semana revelou que governistas engendraram um esquema para treinar os principais depoentes à comissão de inquérito, repassando a eles previamente as perguntas que seriam feitas pelos senadores e indicando as respostas que deveriam ser dadas.

O caso chegou ao Ministério Público a pedido de parlamentares da oposição. O procurador Ivan Claúdio Marx vai apurar, na esfera cível, se os envolvidos no esquema cometeram o crime de improbidade administrativa. A Procuradoria também foi notificada na área criminal, mas, nesse caso, a representação será encaminhada à Procuradoria-Geral da República pela possibilidade de ter parlamentares envolvidos no crime de fraude.

A gravação mostra uma reunião entre o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, o advogado da empresa Bruno Ferreira e o chefe do departamento jurídico, Leonan Calderaro Filho, para tramar a fraude no Congresso. Barrocas revela no vídeo que um gabarito foi distribuído aos depoentes mais importantes para que não entrassem em contradição. Paulo Argenta, assessor especial da Secretaria de Relações Institucionais; Marcos Rogério de Souza, assessor da liderança do governo no Senado; e Carlos Hetzel, secretário parlamentar do PT na Casa, são citados como autores das perguntas que acabariam sendo apresentadas ao ex-diretor Nestor Cerveró, apontado como o autor do “parecer falho” que levou a estatal do petróleo a aprovar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, um negócio que deixou prejuízo de quase 1 bilhão de dólares à empresa.

Segundo Barrocas, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), ex-presidente da CPI dos Correios, encarregou-se da aproximação com Cerveró. Relator da comissão, José Pimentel (PT-CE), a quem respondem Marcos Rogério e Carlos Hetzel, formulou 138 das 157 perguntas feitas a Cerveró na CPI e cuidou para que o gabarito chegasse ao ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.

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