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Primo de Aécio entrega R$ 1,5 mi de dono da JBS à Justiça

Frederico Pacheco foi preso no último dia 18, durante a Operação Patmos, que também deteve Andrea Neves; defesa de senador diz que dinheiro era empréstimo

Por Da Redação Atualizado em 14 jun 2017, 11h34 - Publicado em 14 jun 2017, 11h33

A defesa de Frederico Pacheco, primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), fez um depósito judicial nesta terça-feira, no valor de 1,5 milhão de reais em agência da Caixa Econômica Federal no bairro Luxemburgo, Zona Sul de Belo Horizonte. Frederico foi preso no último dia 18 de maio, durante a Operação Patmos, que também deteve a irmã do senador. Andrea Neves.

Os recursos depositados seriam parte dos dois milhões de reais repassados pela JBS ao senador, conforme delação premiada de Joesley Batista, um dos donos da empresa. Frederico Pacheco foi um dos encarregados de transportar os recursos. Mendherson Souza Lima, que trabalhava para o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), também teria participado do transporte do dinheiro.

No mês passado, a Polícia Federal apreendeu duas sacolas com um total de 480 mil reais na casa da sogra de Mendherson, em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte. O mandado de busca e apreensão foi anexado ao inquérito que investiga Aécio, no dia 26. Frederico e Mendherson estão presos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

A informação sobre o valor depositado na Caixa foi repassada pelo advogado de Mendherson, Antonio Velloso Neto. A operação foi acompanhada pela PF.

  • Lavagem

    Para o advogado, o depósito realizado mostra que não houve lavagem de dinheiro com o uso de conta-corrente de empresa de Gustavo Perrella, filho do senador do PMDB. Conforme as investigações da PF, parte dos dois milhões de reais teria sido depositada na conta da Tapera Participações e Empreendimentos Agropecuários, que tem Gustavo como dono.

    “Não existe essa história de lavagem de dinheiro. Mendherson nunca lavou dinheiro na empresa do Perrella e nunca lavou dinheiro para ninguém”, afirmou Velloso, que conclui “a comprovação absoluta de que o dinheiro não está mais em circulação”. À época da prisão de Frederico, Mendherson e Andrea, a defesa de Aécio Neves declarou que o valor seria um empréstimo de Joesley Batista para pagar seus advogados nas investigações da Operação Lava Jato.

    (Com Estadão Conteúdo)

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