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Preso em operação por esquema com PCC, vereador pede afastamento do PT

Parlamentar foi apontado pela Polícia Civil de São Paulo como uma das figuras centrais de um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jun 2026, 10h15
Preso em operação por esquema com PCC, vereador pede afastamento do PT Priorizar nos meus resultados Google

Apontado pela Polícia Civil de São Paulo como uma das figuras centrais de um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC, o vereador Senival Moura, que foi preso na quinta-feira, pediu afastamento do PT.

“Informamos que o vereador Senival Moura encaminhou, neste sábado, à direção do Diretório Municipal do PT São Paulo, o pedido de afastamento de sua filiação ao Partido dos Trabalhadores, com a justificativa de se dedicar à sua defesa e de não vincular os últimos acontecimentos ao partido”, disse o PT em nota.

Ele foi preso na Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. De acordo com as investigações, a empresa de ônibus Transunião Transportes teria sido usada para ocultar patrimônio e movimentar recursos da facção criminosa.

O vereador, que está em seu sexto mandato na Câmara Municipal, é o primeiro-secretário da Mesa Diretora e preside a Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica, colegiado responsável por discutir e fiscalizar políticas relacionadas ao setor de transportes na capital paulista.

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Segundo as investigações, Senival era responsável pela operacionalização de recursos para integrantes do PCC. A análise de mensagens de WhatsApp do celular de Adauto Soares Jorge, então presidente da empresa de ônibus Transunião Transportes, assassinado em março de 2020, mostra a dinâmica de repasses.

Apesar de ser um dos acionistas e fundadores da empresa, Adauto era subordinado de Senival, que não tinha um cargo formal na empresa. A empresa era controlada por uma cúpula informal liderada pelo vereador.

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De acordo com as investigações, Adauto recebia ordens diretas de Leonel Moreira Martins, braço direito de Senival.

Em mensagem de texto de 6 de agosto de 2019, Martins é mais explícito. Determina que Adauto deposite 53,5 mil reais e afirma já ter falado com o vereador.

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As investigações apontam que, a pedido de Moura, Adauto operacionalizava um acerto semanal de 70 mil reais destinado a indivíduos vinculados ao crime organizado.

Outro elemento que comprovaria relação do vereador com o PCC foi uma carta encontrada durante as buscas na residência de Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, apontado como o executor do homicídio de Adauto.

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O manuscrito sugere que Adauto admitiu ter desviado 15 milhões de reais da empresa por ordem de Senival e Martins. A execução do então presidente da Transunião teria sido uma reafirmação de controle do PCC, motivada pela suspeita de que ele estaria desviando valores para o vereador sem dar o devido retorno à facção.

Em nota, a defesa do vereador afirmou que recebeu com profunda indignação a decretação de sua prisão temporária e que ele não exerce qualquer função de gestão, direção ou ingerência na empresa há mais de seis anos.

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O diretório municipal do PT de São Paulo, por sua vez, afirmou que acompanhará o desenrolar das investigações e determinou o encaminhamento do caso à Comissão de Ética da legenda.

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