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Presidente do Cade recebe advertência da Comissão de Ética Pública

Vinicius de Carvalho omitiu filiação ao PT; colegiado investigará Ideli Salvatti, que usou helicóptero da Polícia Rodoviária para percorrer Santa Catarina

Por Gabriel Castro, de Brasília 11 nov 2013, 15h36

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu, nesta segunda-feira, aplicar pena de advertência a Vinicius Marques de Carvalho, presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O colegiado considerou que Carvalho agiu de forma inadequada porque, ao assumir o cargo, não se desfiliou efetivamente do PT, conforme revelou o site de VEJA.

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Além de ter omitido sua filiação partidária, o presidente do Cade escondeu do currículo o fato de ter assessorado o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP). O episódio ganhou importância quando surgiram denúncias de um cartel nas obras e licitações do metrô de São Paulo – um caso com potencial de prejuízos políticos para o PSDB.

A Comissão de Ética considerou que, mesmo após ter pedido ao PT que o desfiliasse, como Carvalho alega ter feito, seria preciso assegurar que o procedimento havia sido realizado – o que não aconteceu.

“Vamos imaginar que amanhã ele [presidente do Cade] queira ou alguém o convide para ser ministro do Supremo. Sabe-se que uma das condições é ter reputação ilibada. Será que ele terá depois de uma advertência? É o que eu pergunto. Por enquanto, não respondo nada. Porque isso vai depender do tempo. É uma mancha, sem dúvida nenhuma”, disse Américo Lacombe, presidente do colegiado.

Ideli – Também nesta segunda, a Comissão de Ética Pública abriu processo administrativo contra a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Como mostrou o jornal Correio Braziliense, ela utilizou um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, normalmente utilizado em resgates de vítimas de acidentes de trânsito, para percorrer o estado de Santa Catarina. A ministra é cogitada como possível candidata ao governo do estado em 2014.

Ideli alega que a prática é permitida e não constitui infração. A ministra terá dez dias para apresentar sua defesa.

(Com Estadão Conteúdo)

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