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Presidente da Alesp diz que impedirá ato em homenagem a Pinochet

Evento foi protocolado pelo deputado estadual Frederico D'Avila (PSL)

Por Giovanna Romano Atualizado em 21 nov 2019, 10h45 - Publicado em 21 nov 2019, 10h12

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado Cauê Macris (PSDB) afirmou que assinará nesta quinta-feira, 21, um ato para impedir a realização do evento em homenagem ao ditador Augusto Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990. “O ato será publicado no Diário Oficial do Estado na sexta-feira”, escreveu o parlamentar. O ato foi marcado pelo deputado Frederico D’Avila (PSL).

O evento foi protocolado na semana passada pelo deputado do PSL e estava previsto para acontecer na Alesp no dia 10 de dezembro, aniversário de treze anos da morte do ditador chileno. Nesta data, comemora-se também o Dia Internacional dos Direitos Humanos. O regime foi responsável pela morte de mais de 3.200 pessoas. Outras 38.000 foram torturadas. Há mais de 1.500 casos abertos ainda sem resposta das Forças Armadas do país.

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  • Frederico D’Avila acredita que o ditador chileno “conduziu seu governo de forma brilhante, impedindo que o cenário ditatorial e violador de direitos humanos cubano e soviético da época se instalasse no seio da sociedade chilena”. Para o deputado, “a visão comunista” da ditadura militar do país não consegue entender “o bem que ele fez” ao Chile e à América Latina.

    O evento convocado pelo parlamentar causou reações nas redes sociais. A deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP) escreveu que é “inadmissível que o sanguinária ditador chileno Augusto Pinochet seja homenageado na Assembleia Legislativa de SP, como propõe um deputado do PSL. A ditadura chilena foi uma das mais assassinas da América Latina. Prestar homenagem ao tirano Pinochet é uma indecência”.

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