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Prefeitura contrata sem licitação entidades de aliados e de fachada

Convênios firmados para a organização de eventos esportivos foram feitos com institutos suspeitos de irregularidades, diz jornal

Por Da Redação 4 mar 2015, 13h05

Entre as entidades beneficiadas pela prefeitura de São Paulo desde 2010 com repasses sem licitação estão institutos que pertencem a aliados políticos, suspeitas de irregularidades e até mesmo de fachada. É o que mostra reportagem desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo. Os repasses, que chegaram a 52 milhões de reais apenas no ano passado, se deram em convênios para organização de eventos esportivos.

Em 2014 a administração municipal assinou convênios que somam 1,6 milhão de reais com a Federação Paulista de Lutas e Artes Marciais (Feplam). Segundo a reportagem, a entidade é presidida por Fernando Couto, cabo eleitoral do vereador Aurélio Miguel (PR). Outro instituto de Couto, o Mais Esporte, recebeu 600.000 reais da prefeitura no ano passado. Entre as entidades beneficiadas está o Esporte e Vida, que realiza eventos do programa “Juventude contra o Crack”, vitrine política do vereador licenciado Jean Madeira (PRB), atual secretário estadual de Esportes.

Mantida por Fernando Haddad, a prática teve início na gestão Gilberto Kassab, quando o secretário de esportes ganhou autonomia para realizar tais eventos. Em 2010, a prefeitura assinou 74,7 milhões de reais em contratosdo tipo.

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Além das entidades de aliados, há as que estão na mira da Controladoria Geral do Município (CGM). O órgão obrigou o Instituto de Desenvolvimento Cultural, Esportivo e Social do Estado, Indecesp, a devolver 233.000 reais depois que descobriu que parentes do presidente da entidade realizavam as atividades financiadas com dinheiro público. Já no endereço registrado pelo Projeto Mefibiose funciona uma Igreja Evangélica. Criada em 2014, a entidade soma 450.000 reais em convênios com a prefeitura.

Mudanças – O secretário municipal de Esportes, Celso Jatene (PTB) informou que na terça-feira foi criada uma nova auditoria nos convênios. E que partir de agora as entidades que quiserem participar de convênios precisarão ter, no mínimo, dois anos de existência.

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