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Prefeito de São João da Barra é denunciado por compra de voto

Procurador regional eleitoral do Rio, Maurício da Rocha Ribeiro afirma que houve “ação coordenada para aniquilar a oposição" na cidade que recebeu investimentos milionários do Porto do Açu, de Eike Batista

Por Da Redação 11 jun 2013, 13h01

Acusados de compra de votos e de oferecer vantagens para que outros candidatos desistissem de concorrer, o prefeito de São João da Barra, José Amaro de Souza, o Neco, e sua antecessora, a ex-prefeita Carla Machado, do PMDB, foram denunciados pela Procuradoria Regional Eleitoral do Rio (PRE-RJ). De acordo com o MP, os crimes foram cometidos durante a campanha para a eleição de 2012. O procurador regional eleitoral Maurício da Rocha Ribeiro denunciou ainda os vereadores Alex Firme (líder do governo) e Elísio Rodrigues, além dos candidatos não eleitos a vereador Renato Thimóteo e Alex Valentim.

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Carla havia sido presa pela Polícia Federal em outubro do ano passado. A então prefeita foi flagrada em gravações telefônicas, autorizadas pela Justiça, negociando a compra de apoio. A denúncia protocolada na segunda-feira no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ) foi feita a partir de investigações e material recolhido durante a operação Machadada, realizada às vésperas do primeiro turno das eleições municipais.

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De acordo com a denúncia, a quadrilha liderada pela ex-prefeita “ofereceu dinheiro, cargos na Prefeitura ou participação em suas futuras licitações para políticos adversários desistirem de suas candidaturas, garantindo a seu grupo político uma maior base na Câmara Municipal”. Um dos casos de cooptação, segundo o MP, envolveu os vereadores Alex Firme e Elísio Rodrigues, em uma negociação ocorrida na residência da então prefeita. José Amaro foi denunciado por tentar aliciar outro político da cidade.

“Os crimes cometidos pela quadrilha foram ordenados pela ex-prefeita, mas tiveram o aval do atual prefeito José Amaro, pois algumas promessas para obter apoio seriam cumpridas no governo dele”, afirma Maurício da Rocha Ribeiro, em nota distribuída pela procuradoria. “Foi uma ação coordenada com a pretensão de aniquilar a oposição local”, disse.

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