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Prefeito de Dallas recusa-se a dar as boas vindas a Bolsonaro

Convencido por vereadores, o democrata Mike Rawlings abandona a cortesia e rejeita participar de qualquer encontro com o brasileiro

Por Lúcia Guimarães, de Dallas - Atualizado em 16 Maio 2019, 15h51 - Publicado em 15 Maio 2019, 21h23

O prefeito de Dallas voltou atrás de sua declaração inicial sobre a visita do presidente Jair Bolsonaro à cidade do Texas, nos Estados Unidos. O democrata Mike Rawlings, diante de um abaixo assinado de 7 dos 14 vereadores da cidade, avisou que, além de não dar as boas vindas ao presidente brasileiro, não participaria de nenhum evento com o líder brasileiro.

O chefe do escritório de comunicação da prefeitura, Scott Goldstein, confirmou para VEJA a versão divulgada por um vereador durante protesto na calçada do edifício do World Affairs Council, sede do think tank local onde Bolsonaro receberá o prêmio “Personalidade do Ano” nesta quinta-feira, 17. A premiação é conferida pela Câmara de Comércio Americana-Brasileira.

O prêmio teria sido entregue a Bolsonaro em Nova York na terça-feira, 14, se sua presença não tivesse alimentado a resistência de ambientalistas, de grupos LGBTQ e do próprio prefeito nova-iorquino, Bill de Blasio. O Palácio do Planalto concluiu pelo cancelamento do evento em Manhattan e, em seguida, surgiu Dallas, no Texas, como local supostamente mais afável. 

O prefeito Mike Rawlings, que está para deixar o cargo em junho, havia adotado um tom mais conciliador. Dissera que, apesar de não concordar com as políticas de Bolsonaro, ele fora eleito legitimamente e mereceria as boas vindas, em respeito aos brasileiros.

Mas, diante da pressão de grupos LGBTQ de Dallas e de uma conversa com vereadores, Rawlings se distanciou da visita do chefe de estado brasileiro. O único vereador gay da câmara de Dallas, Omar Narvaez, um signatário da carta de protesto contra a visita, anunciou a decisão do prefeito durante o pequeno protesto na calçada do World Affairs Council, agradecendo a liderança de Rawlings.

Narvaez afirmou que o Brasil é o país que mais assassina transgêneros no mundo.


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