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Pré-candidato ao Senado na chapa do PL no Rio é preso em flagrante com fuzil no carro

Márcio Canella foi alvo de buscas nesta terça, 7, na sexta fase da Operação Unha e Carne

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jul 2026, 14h59 | Atualizado em 7 jul 2026, 15h14
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O ex-prefeito de Belford Roxo Marcelo Canella (União-RJ), pré-candidato ao Senado na chapa do PL, foi preso em flagrante nesta terça-feira, 7, na sexta fase da Operação Unha e Carne por porte de arma de uso restrito. Os policiais federais encontraram um fuzil .556 no carro dele durante as buscas.

Canella foi conduzido à superintendência da Polícia Federal no Rio. VEJA pediu manifestação do ex-prefeito por meio de sua assessoria. Ele é investigado como braço político de um esquema que teria usado postos de combustíveis para lavar dinheiro. Em seis anos, os investigados movimentaram R$ 7,6 bilhões, de acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A operação pressiona o PL no Rio, berço político do bolsonarismo. A chapa do partido, em aliança com a federação União Progressista, foi anunciada em fevereiro, mas corre o risco de ser desfigurada por ofensivas policiais em sequência. A primeira baixa foi a do ex-governador Cláudio Castro (PL), que abriu mão da candidatura ao Senado depois de receber duas visitas da PF em menos de um mês. O substituto ainda não foi anunciado. Agora, Márcio Canella, o segundo candidato do grupo a senador, corre o risco de ser rifado se houver desdobramentos da Operação Unha e Carne.

Canella é próximo do presidente nacional do União, Antonio Rueda, maior fiador de sua candidatura. Nos bastidores da política fluminense, já corria o burburinho de que o ex-prefeito poderia ser alvo da Polícia Federal, o que não demoveu o partido de lançar seu nome ao Senado.

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A Operação Unha e Carne foi deflagrada em 3 de dezembro de 2025. Na ocasião, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (União), foi preso por suspeita de vazar informações de um inquérito sigiloso da PF ao ex-deputado TH Joias, que vinha sendo investigado por envolvimento com o Comando Vermelho. Duas semanas depois, no dia 16 de dezembro, a Polícia Federal voltou às ruas na segunda fase da investigação e prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2), acusado de ser o informante de Bacellar.

A terceira etapa da operação foi aberta em 27 de março para prender novamente Bacellar, que havia sido solto com tornozeleira eletrônica por ordem da Assembleia Legislativa. Moraes expediu um novo mandado de prisão depois que o mandato do ex-deputado foi cassado pelo TSE. Em 5 de maio, uma nova fase prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ), suspeito de operar fraudes em contratos da área de Educação do estado e de envolvimento com o crime organizado. Na etapa mais recente, aberta na semana passada, a PF investiga conexões de políticos com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como chefe da máfia do cigarro. O pastor Márcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ), foi preso e ex-deputado federal Marco Antônio Cabral (Solidariedade), filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, foi alvo de buscas.

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