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PRB decide votar pelo impeachment de Dilma

Sigla representa 22 votos contrários à petista. Presidente da legenda afirma que decisão se dá porque ficou comprovado crime de responsabilidade

Até o mês passado no comando do Ministério do Esporte – e ainda com dois cargos na cúpula da pasta -, o PRB decidiu nesta terça-feira fechar a questão na bancada de forma unânime e apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O partido e a bancada passaram a defender “o fim imediato” do governo Dilma – no primeiro mandato, o PRB, ligado à Igreja Universal, comandou o Ministério da Pesca.

Depois de reunião em Brasília, o presidente do partido, Marcos Pereira, afirmou que todos os 22 deputados do PRB votarão pelo impeachment no domingo. Pereira disse que o partido tomou a decisão porque, segundo ele, ficou comprovado que “houve crime de responsabilidade”, durante a tramitação do processo na comissão especial. Na véspera, os dois deputados do PRB haviam votado pela admissibilidade da denúncia.

Ele também admitiu que as candidaturas do PRB a prefeitos de capitais influenciaram a decisão. Pereira deu entrevista ao lado do deputado Celso Russomanno, pré-candidato a prefeito de São Paulo, e do senador e ex-ministro Marcelo Crivella, que concorrerá a prefeito do Rio. Ambos devem enfrentar candidatos do PT.

Dos 22 parlamentares, ainda havia quatro indecisos, segundo o líder Marcos Marinho (BA): Roberto Sales (RJ), Lindomar Garçon (RO), Cléber Verde (MA) e Jony Marcos (SE). O líder da bancada afirmou que não haverá punição e que eles estavam indecisos por causa de cenários políticos regionais.

“Não tem como mais ela estar à frente do país, por causa do crime, e por não ter mais aceitação, pela baixa popularidade. Tivemos a preocupação de ouvir os dois lados na comissão especial, realmente ela cometeu crime de responsabilidade. A aprovação do impeachment está de acordo com a lei. Fora isso, em toda as regiões do país a gente vê que o PT e a presidente não têm mais condições de gerir o país”, disse Marinho.

Sobre a permanência dos filiados Marcos Jorge de Lima (secretário executivo) e Carlos Geraldo Santana de Oliveira (secretário de Inclusão Social) no Ministério do Esporte, Marinho disse que o partido não se vinculou aos cargos para fechar a questão contra Dilma. “Todos já entregaram a carta de demissão. Se o governo não quer dispensar, o problema é deles”, afirmou.