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PP fecha questão pelo impeachment de Dilma

Com a decisão, o pepista que votar contra o impedimento da presidente na Câmara pode sofrer um processo de expulsão do partido

Na mesma semana em que desembarcou oficialmente do governo Dilma, o Partido Progressista (PP) resolveu fechar questão pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com a decisão, que foi tomada pela Executiva do partido nesta sexta-feira, o pepista que votar contra o processo de impedimento da presidente no domingo poderá ser punido, com risco de expulsão. Parte da bancada do PP ficou contrariada com a insistência de deputados da ala governista em manter negociações com o governo.

Na quarta-feira, Gilberto Occhi já havia entregado o cargo de ministro da Integração Nacional após o partido anunciar o desembarque da base aliada de Dilma. Fechamento de questão é um dispositivo que obriga os filiados a votarem de acordo com a vontade dos seus partidos. “Todos que votarem contra o impeachment serão levados ao Conselho de Ética”, afirmou Jerônimo Goergen (PP-RS), um dos mais entusiastas do partido pelo impeachment. Na terça, a maioria absoluta do PP já havia anunciado apoio ao processo de deposição da presidente. Na ocasião, no entanto, a Executiva liberou os governistas a votarem a favor do governo.

Após a decisão, pepistas pró-impeachment calculam que o partido terá 40 votos contra Dilma – a bancada da legenda soma 46 parlamantares. “Buscamos a unidade partidária. Acho que isso recupera um pouco a imagem do partido”, disse Goergen sobre o fato de o PP ser a sigla que tem mais filiados investigados na Lava Jato, incluindo ele próprio.