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O que dizem os moradores sobre o porteiro do condomínio de Bolsonaro

Funcionário que citou presidente em depoimento tem mais de uma década de serviços prestados ao Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca

Por Leandro Resende, do Rio de Janeiro - Atualizado em 31 out 2019, 17h16 - Publicado em 31 out 2019, 15h53

O porteiro que prestou depoimento à polícia vinculando o nome do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) está de férias e tem previsão de retorno ao trabalho no mês que vem. Moradores e funcionários relatam que é tenso o clima no condomínio Vivendas da Barra, localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Lá, o presidente e o policial militar reformado Ronnie Lessa, suspeito de ter efetuado os disparos, têm casas.

Segundo esses relatos, o porteiro que está no centro do debate que sacode o Brasil nesta semana é um funcionário antigo, com mais de uma década de serviços prestados ao Vivendas da Barra. Ele é tido como alguém “de confiança” e um dos mais idosos em atividade no local. VEJA também confirmou que há, sim, um sistema de interfones que conecta a portaria às mais de 100 casas do condomínio. O protocolo é que o interfone seja usado, e, caso o morador não atenda, um funcionário usa uma bicicleta para ir até a casa.

O porteiro ganhou destaque nacional ao dizer à polícia que no dia da morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, um dos suspeitos, Élcio de Queiroz obteve autorização de “seu Jair” para entrar no condomínio. O caso foi revelado pelo Jornal Nacional na noite da terça-feira 29. Ontem, porém, o Ministério Público revelou que a autorização para entrada foi dada por Ronnie Lessa. O crime ocorreu horas depois do encontro da dupla. Segundo o MP, a gravação com a voz de Lessa autorizando a prova de Queiroz é a prova mais contundente de que os dois estavam juntos naquele dia, algo que ambos sempre negaram.

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