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Por trás da demissão do presidente do Inep

Estopim da crise se deu com uma carta que circulou pelo MEC, na qual o ex-presidente do órgão solicita que o sucessor retificasse suas declarações à Câmara

A confusão que culminou na demissão do agora ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Elmer Vicenzi, começou quando o ministro da Educação Abraham Weintraub pediu acesso a dados sigilosos de estudantes, solicitação que foi negada pelo procurador-chefe do órgão.

Segundo um ex-funcionário da pasta, durante a ausência do procurador, Vicenzi insistiu com o vice, que também negou o pedido e acabou demitido. A situação causou um tremendo mal-estar entre os procuradores do Inep, que fizeram uma greve geral.

Para completar a “fritura” de Elmer Vicenzi no órgão, circulou pelo Ministério da Educação (MEC), na quarta-feira 15, uma carta assinada pelo ex-presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues, solicitando que o sucessor retificasse suas declarações à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados no dia 14 de março.

Na ocasião, o ex-policial afirmou que a comissão criada para avaliar questões no Enem seria “só mais uma comissão entre muitas que participam da elaboração da prova”. Rodrigues afirma na carta que as falas deixaram dúvidas sobre “o real trabalho realizado e os resultados obtidos pela comissão”.

Acusou-o também de “desautorizar” o presidente Jair Bolsonaro, que teria manifestado sua intenção de criar um Enem “livre de ideologias”, uma vez que Vicenzi disse aos parlamentares que nenhuma questão seria removida do banco.

Na carta, Rodrigues confirma que a comissão chegou, sim, a identificar perguntas “inadequadas”, de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo presidente; e declara que enviaria uma cópia da carta do ministro Abraham Weintraub.

Confira íntegra do documento aqui.

Comentários

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  1. O acesso aos dados certamente não seria dado através da impressão das informações. Seria feito através de autorização para utilização do banco de dados via sistema eletrônico. A questão é: esse acesso permitiria a edição das informações? Se sim, então posso pensar que o objetivo não seria ver os dados dos candidatos, mas alterar as notas para beneficiar alguns estudantes.

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