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Por que é tão bom ser político no Brasil?

Por Marina Dias 3 dez 2009, 17h01

Vanderlei Luxemburgo gaba-se de ser um dos técnicos (ou o técnico) mais bem pagos do futebol brasileiro: são 500.000 reais ao mês, especula-se no mercado. Apesar da bolada, o treinador – nascido no Rio e que trabalha em Santos (SP) – se filiou, em julho, ao Partidos dos Trabalhadores (PT) de Tocantins e agora pode lançar candidatura ao Congresso. Comenta-se que quer trocar a alcunha “Luxemburgo, o estrategista” por “Vanderlei, o senador”. Seu caso não é único. Os ex-atacantes Romário e Edmundo e o ex-pugilista Acelino de Freitas, o Popó, querem uma vaguinha na Câmara dos Deputados. Não é difícil imaginar por quê.

Deputados e senadores recebem 14 salários de 16.500 reais ao ano, além de benefícios e outras mordomias. Mas esses não são o principal atrativo para os famosos que pretendem entrar na política. “O que essas pessoas procuram é notoriedade, ascensão social e circulação em extratos mais elevados da sociedade”, afirma Roberto Romano, professor de ética e política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Some-se a isso ganhos como direito a foro privilegiado. O saldo do pacote de benefícios, portanto, parece bem vantajoso – seja o candidato famoso ou não. Confira no quadro a seguir salários, benefícios e outras vantagens da vida parlamentar, além das verbas para exercício das atividades profissionais.

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