Por que aliados de Lula veem subida do petista nas pesquisas com cautela
Para integrantes do governo, os números refletem uma melhora consistente, mas insuficiente para afastar riscos na disputa presidencial
A liderança do presidente Lula na nova pesquisa Genial/Quest e a melhora dos índices de aprovação do governo foram recebidas com otimismo pelos aliados do petista, mas sem euforia. No programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o colunista Robson Bonin afirmou que a avaliação no Palácio do Planalto é de que os números representam um avanço, embora ainda estejam aquém do esperado diante do esforço realizado pelo governo para impulsionar a popularidade do presidente.
Segundo o levantamento, Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno contra 28% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, o petista registra 45%, ante 37% do senador. A pesquisa também mostra que a aprovação do governo chegou a 48%, superando numericamente a reprovação, que caiu para 47%.
Por que o governo considera a melhora insuficiente?
De acordo com Bonin, auxiliares do presidente avaliam que a recuperação poderia ser maior diante do volume de medidas econômicas adotadas nos últimos meses.
“Há um otimismo, mas um otimismo cauteloso”, afirmou o colunista. Na sequência, explicou a percepção dos aliados do presidente: “Muita força foi feita para um resultado, uma subida, uma melhora muito pequena em comparação a tudo que está sendo feito pelo governo para tentar elevar o patamar do Lula nas pesquisas.”
Bonin citou ainda o montante destinado a programas de estímulo econômico. “A quantidade de dinheiro, 200 bilhões de reais que a gente está falando em políticas para estimular a economia e para facilitar a vida dos eleitores… era para o presidente estar melhor. Essa é a primeira avaliação.”
O que impulsionou Lula nas pesquisas?
Na análise do colunista, o presidente começa a colher os efeitos das políticas econômicas lançadas pelo governo.
“O presidente Lula parece finalmente começar a colher os frutos dessa ampla máquina que ele vem utilizando”, disse Bonin. Segundo ele, programas de crédito, incentivos fiscais e iniciativas voltadas à renda passaram a influenciar positivamente a percepção dos eleitores sobre a economia.
Ele também destacou a recepção de medidas como o Desenrola. “Muito significativo o retrato que mostra a aceitação que o Desenrola teve no eleitorado, com mais de 60% das pessoas dizendo que aquilo melhorou.”
O desgaste de Flávio também favorece Lula?
Para Bonin, o avanço do presidente também está relacionado às dificuldades enfrentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro.
“Os adversários, principalmente o Flávio Bolsonaro, não conseguem fazer o eleitor lembrar dos problemas que o governo está enfrentando”, afirmou. Segundo o colunista, o escândalo envolvendo o Banco Master continua produzindo efeitos sobre a imagem do senador.
Na avaliação apresentada no programa, a sequência de crises elevou a rejeição de Flávio e reduziu sua capacidade de explorar temas negativos para o governo, contribuindo para a melhora do desempenho de Lula nas pesquisas.
Quais desafios ainda preocupam o Planalto?
Apesar do cenário mais favorável, Bonin afirmou que o governo não considera a eleição encaminhada. Segundo ele, ainda há dúvidas sobre a formação da aliança que sustentará a candidatura de Lula, o discurso que será apresentado durante a campanha e os possíveis desdobramentos de investigações em andamento.
“É um retrato de momento que é positivo, mas o governo sabe que a vida não vai ser tão fácil assim até o início da campanha”, concluiu o colunista.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.







