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Por que a liderança nas pesquisas não resolveu o impasse de Cleitinho em Minas

No Ponto de Vista, Adriano Cerqueira vê 'improvisação' na condução da pré-candidatura do senador

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jul 2026, 13h43
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A divergência pública entre o senador Cleitinho Azevedo e o Republicanos sobre sua candidatura ao governo de Minas Gerais expõe um problema que vai além da definição de um nome para a disputa estadual. Na avaliação do cientista político Adriano Cerqueira, feita no Ponto de Vista, apresentado por Laísa Dall’Agnol, a condução da pré-candidatura mostra sinais de improvisação e deixou o parlamentar em uma posição de relativo isolamento dentro da própria legenda (este texto é um resumo do vídeo acima).

O impasse ganhou força após o Republicanos divulgar uma nota afirmando que a candidatura de Cleitinho ainda não havia sido formalmente assumida até a convenção estadual. O senador reagiu publicamente e reafirmou que pretende permanecer na corrida. Segundo o programa, Cleitinho também explicou que não esteve na convenção partidária porque estava de luto pela morte do irmão mais novo.

Por que Cleitinho ficou vulnerável dentro do próprio partido?

Para Cerqueira, a crise precisa ser entendida dentro de uma indefinição mais ampla sobre a formação das chapas majoritárias em Minas, tanto para o governo quanto para as duas vagas ao Senado. No caso específico de Cleitinho, porém, o analista identifica problemas na maneira como o senador conduziu as negociações.

Segundo o cientista político, Cleitinho demorou a consolidar politicamente sua candidatura, apesar de aparecer na liderança das pesquisas. “Ele foi tocando o barco meio que, digamos assim, meio que enrolando no seu lançamento de fato como candidato, e aí levou o ‘chega pra lá’ do partido.”

A reação do Republicanos mostra um isolamento político?

O movimento da legenda ao discutir alternativas para a chapa indicaria um incômodo com a autonomia adotada pelo senador na condução de seu projeto eleitoral. “O Cleitinho parece estar um pouco isolado em relação ao partido e está numa certa independência e autonomia que está incomodando bastante o partido.”

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O cientista político destacou que a direção partidária também precisa considerar a composição de alianças e a distribuição das candidaturas para outros cargos relevantes, especialmente o Senado. Por isso, a liderança de Cleitinho nas pesquisas não seria suficiente, por si só, para resolver o impasse.

Ainda há espaço para um acordo?

Cerqueira considera que uma recomposição ainda pode ocorrer, mas dependeria de concessões na montagem da chapa. “Eu não sei se haverá tempo dele conseguir reativar e retomar a sua candidatura dentro do partido.”

Segundo o analista, uma eventual manutenção de Cleitinho como candidato ao governo provavelmente exigiria acomodar outros grupos políticos e negociar espaços dentro da aliança.

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O nome de Marcelo Aro aparece justamente no centro dessas conversas. Para Cerqueira, uma composição que contemple seu grupo poderia abrir caminho para que o Republicanos volte a marchar unido em torno do senador.

O espaço de negociação de Cleitinho está acabando?

Caso o partido opte definitivamente por outro nome e não haja uma composição para a chapa, a situação de Cleitinho se tornaria ainda mais difícil. “Acho que o espaço dele para uma negociação está muito estreito, se é que ainda existe.”

Para Cerqueira, portanto, o desafio do senador não está apenas em sustentar a liderança mostrada pelas pesquisas, mas em transformar esse capital eleitoral em uma candidatura respaldada por uma estrutura partidária e por uma aliança capaz de disputar o governo de Minas Gerais.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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