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Por maioria no Senado, Lula parte para o ataque

Por Da Redação 30 ago 2010, 08h37

Na TV e nos palanques, Lula lança ataques diretos contra os adversários. Na última sexta-feira, seu alvo foi Marco Maciel (DEM)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já dá como certa a vitória de sua candidata, Dilma Rousseff, nas eleições de outubro – e agora investe pesado para conquistar território no Senado e facilitar o trabalho do Planalto em um eventual governo da petista. Lula deflagrou uma ofensiva na televisão e nos palanques para garantir ampla maioria na Casa.

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Ao lado de Dilma, o presidente tem usado o horário eleitoral para disseminar mensagens de apoio a candidatos aliados com chances de tirar do páreo os senadores que, nos últimos anos, derrotaram o governo em votações importantes. Lula também começou a lançar ataques diretos contra os adversários. Na última sexta-feira, seu alvo foi Marco Maciel (DEM), candidato à reeleição em Pernambuco.

Até 3 de outubro, o número de oposicionistas com chances nas pesquisas pode cair. Mesmo antes da ofensiva de Lula, alguns dos principais expoentes das bancadas contrárias ao governo enfrentavam dificuldades para se reeleger, em uma campanha na qual a associação ao presidente tem se mostrado decisiva na conquista do eleitorado.

Entre eles, Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, e Heráclito Fortes (DEM) são os mais fragilizados na busca por uma das duas vagas em disputa em seus Estados. Efraim Morais (PB), José Agripino (RN) e Marco Maciel, todos do DEM, também estão sob ameaça da onda governista.

Ataque – Apesar de não ter estado na linha de frente da oposição nos últimos anos, Maciel foi alvo de um ataque pesado de Lula na última sexta-feira, durante um comício do PT, no Recife. Sem citar nomes, Lula disse que há candidato que parece estar no Senado “desde o tempo do Império”.

“Já foi presidente da Câmara, ministro e até vice-presidente da República. O que ele trouxe para Pernambuco?” A seguir, o presidente conclamou o público a votar em Humberto Costa (PT), líder nas pesquisas, e em Armando Monteiro Neto (PTB), que ameaça tirar de Maciel a segunda colocação.

(Com Agência Estado)

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