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Polícia prende 2 black blocs por associação criminosa

Dupla portava explosivos e incitava o vandalismo durante passeata contra a Copa, nesta segunda, na Avenida Paulista. Foram as primeiras prisões por associação criminosa, cuja pena é de 1 a 3 anos de reclusão

(Atualizado às 14h23)

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, afirmou nesta terça-feira que a Polícia Civil prendeu em flagrante dois integrantes do Black Bloc pelo crime de integrar associação criminosa – pena de 1 a 3 anos de prisão.

Segundo Grella, os manifestantes Rafael Marques Lusvarghi e Fabio Hideki Harano foram presos nesta segunda-feira, no final do ato contra a realização da Copa do Mundo, na Avenida Paulista. Os dois portavam explosivos (coquetel molotov) e incitavam atos de vandalismo. Para tentar impedir a prisão de Lusvarghi, alguns manifestantes cercaram um agente do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que chegou a disparar tiros para o alto. O secretário afirmou que não houve irregularidade na conduta do policial.

Os dois black blocs presos serão transferidos para um CDP (Centro de Detenção Provisória) na capital paulista.

“Eles estavam incitando as pessoas à prática de crime, organizando os atos de violência. É a resposta da lei para esses indivíduos”, afirmou Grella.

Leia também: MPL dá passe livre aos black blocs

O Deic também chamou 22 membros do Movimento Passe Livre (MPL) para prestar depoimento sobre o quebra-quebra ocorrido na semana passada, durante passeata organizada pelo grupo. Caso eles não compareçam, poderão ser conduzidos compulsoriamente à presença de autoridades (condução coercitiva).

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, no lançamento do programa para reforço da segurança nas escolas pela PM, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) avaliou positivamente a ação da polícia. “Foi positivo, tanto é que não houve incidente. A polícia tem o dever de agir”. Grella classificou novamente como “equívoco” a demora de ação da PM no ato do MPL na quinta-feira: “Não vai se repetir.”

(Com Estadão Conteúdo)