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Polícia encontra R$ 6 milhões em imóvel de ex-secretário de Saúde do Rio

Dinheiro, que ainda está sendo contado, foi encontrado em um endereço de Edmar Santos em Itapaiva distrito de Petrópolis

Por Cássio Bruno Atualizado em 10 jul 2020, 21h23 - Publicado em 10 jul 2020, 21h22

A Polícia Federal encontrou cerca de 6 milhões de reais em um imóvel de Edmar Santos, ex-secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, preso na manhã desta sexta-feira. O dinheiro, que ainda está sendo contado, estava em um endereço em Itaipava, distrito de Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Santos é investigado por suspeitas de irregularidades em contratos emergenciais sem licitação de quase um bilhão de reais do governo Wilson Witzel (PSC), durante a pandemia do novo coronavírus. A ação faz parte de mais um desdobramento da Operação Mercadores do Caos, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do Ministério Público (MP-RJ) em parceria com a Polícia Civil.

Edmar Santos era o chefe do ex-subsecretário estadual de Saúde Gabriell Neves, que está preso. Em entrevista exclusiva a VEJA em abril, Neves revelou que as compras da secretaria eram determinadas por Santos. Em Bangu 8, durante depoimento aos promotores, o ex-subsecretário admitiu as irregularidades nos contratos. Os dois foram exonerados dos cargos por Wilson Witzel. No entanto, o governador deslocou Edmar Santos para outra função, mas a Justiça impediu o ex-secretário de continuar trabalhando na gestão estadual.

Edmar Santos
O ex-secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro Edmar Santos, preso nesta sexta-feira por suspeita de irregularidade em contratos Tomaz Silva/Agência Brasil

“Nas investigações sobre a organização criminosa que se infiltrou e se apoderou das estruturas da Secretaria Estadual de Saúde do Rio, foi identificado, além do  ex-subsecretário executivo Gabriell Neves, a presença de outro comandante do grupo: o próprio Edmar Santos, que sempre alegou desconhecer a existência de qualquer esquema de desvio de recursos e, mesmo, após a prisão preventiva de membros da organização da qual fazia parte, continuou no cargo de secretário por algumas semanas, até ser exonerado”, explicou o MP-RJ.

  • Na denúncia apresentada à Justiça, o MP-RJ ressaltou que, mesmo após a descoberta do esquema de desvio de recursos, a influência política de Edmar Santos permaneceu no governo Witzel. “Como fundamento para a prisão preventiva, o MPRJ aponta que, em liberdade, Edmar ainda pode adotar condutas para dificultar mais o rastreamento das verbas públicas desviadas, bem como destruir provas e até mesmo ameaçar testemunhas”, afirmaram os promotores.

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