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Polícia Civil identifica dois criminosos que organizaram ataques ao Exército no Alemão

Traficantes organizaram compra de garrafas e reuniram 60 pessoas para protestar contra a ocupação do Exército

Por Leslie Leitão 11 set 2011, 17h58

O tumulto do domingo, 4, no Complexo do Alemão, teve uma boa dose de despreparo dos militares para lidar com a situação. Mas a polícia do Rio não tem mais dúvidas de que o agravamento do problema, antes mesmo da confusão, faz parte de um plano de chefes do tráfico para prejudicar a ocupação e criar brechas para o fortalecimento das quadrilhas que ainda atuam no local.

Gravações de conversas telefônicas obtidas pela Polícia Civil revelam que dois traficantes estão por trás das ações. Ambos são subordinados a Fabiano Atanásio da Silva, o FB, um dos criminosos que fugiu da favela em novembro, quando as Forças Armadas ocuparam o complexo.

O bandido conhecido como Bruno Piná, que comanda uma das bocas de fumo remanescentes no Alemão, a mando de FB, distribuiu dinheiro para que moradores comprassem garrafas de vidro que seriam lançadas contra os militares. A Polícia Civil não tem informações sobre o uso das garrafas, mas sabe que Bruno Piná também orientou moradores, querendo organizar protestos contra a atuação do Exército. Chegaram a ser arregimentadas 60 pessoas para criar o tumulto.

O outro criminoso que aparece nas interceptações é conhecido como Siri. Segundo os investigadores, ele atua como gerente do tráfico na favela e foi o responsável por insuflar os protestos.

O comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, afirmou, na quarta-feira, que esta era a suspeita. Mas, na opinião do oficial, houve de fato excessos dos militares na abordagem aos moradores, no momento em que uma patrulha do Exército tentava prender dois criminosos na noite de domingo.

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