PL já discute destino de aliado de Flávio Bolsonaro, após operação da PF
Pré-candidato ao Senado tendo a mãe do presidenciável como suplente, Márcio Canella deve ser rifado da chapa bolsonarista
O PL, partido da família Bolsonaro, já avalia a saída de Márcio Canella (União-RJ) da disputa ao Senado pelo Rio. O ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foi alvo da Operação Unha e Carne, contra uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Para os caciques da legenda bolsonarista, Canella não teria mais “ambiente político” para compor a chapa ao Senado e deve ser substituído por um nome escolhido pela Federação União-PP. O nome de Felipe Curi (PP-RJ), ex-secretário de segurança do Rio e responsável pela operação policial mais letal da história, avança com força para substituí-lo.
De acordo com correligionários de Bolsonaro, pesa o fato de Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio Bolsonaro, ser a suplente da chapa. Logo, seria danoso para a empreitada ter um recente alvo da Polícia Federal diretamente associado ao sobrenome que disputará o Palácio do Planalto.
Esta não é a primeira baixa do bolsonarismo na disputa pelo Senado pelo Rio. No mês passado, o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), que liderava as pesquisas de intenção de votos, desistiu da campanha após ser alvo da Polícia Federal por suposto envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro. Até o momento, o PL não escolheu um nome para substituí-lo.







