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PF quer mais 60 dias para investigar Temer por decreto dos portos

Prorrogação da investigação depende de parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e de decisão do ministro do STF Luís Roberto Barroso

Por Estadão Conteúdo 26 abr 2018, 21h24

A Polícia Federal pediu nesta quinta-feira (26) mais 60 dias para investigar o presidente Michel Temer no âmbito do inquérito dos portos. Encaminhada ao relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, a solicitação depende também de parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. As informações foram divulgadas primeiramente pela Globonews.

O inquérito 4621 do STF apura se a Rodrimar, empresa que opera no Porto de Santos, tradicional área de influência de Temer, foi beneficiada pelo decreto assinado pelo presidente em maio de 2017, que ampliou de 25 para 35 anos as concessões do setor, prorrogáveis por até 70 anos.

Além de Michel Temer, são investigados o ex-assessor presidencial e ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, dono e diretor da Rodrimar, respectivamente. Todos negam irregularidades. No curso do inquérito, que já havia sido prorrogado a pedido da Polícia Federal, o presidente teve seu sigilo bancário quebrado por determinação de Barroso.

Foi também no curso das investigações sobre o Decreto dos Portos que foram presos na Operação Skala, no final de março, o advogado José Yunes e o coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, ambos amigos próximos de Michel Temer. Suspeitos de intermediar propina e doações de campanha irregulares a Temer, Yunes e o coronel Lima passaram três dias detidos em São Paulo e foram libertados por uma decisão de Luís Roberto Barroso, que atendeu a uma manifestação de Raquel Dodge.

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