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PF prende ex-senador do Pará por suspeita de caixa 2 de R$ 1,5 milhão

Luiz Otávio Campos é suspeito de ter intermediado em 2014 o pagamento, em três parcelas, ao então candidato e atual governador, Helder Barbalho

Por Da Redação - Atualizado em 9 jan 2020, 13h49 - Publicado em 9 jan 2020, 09h52

A Polícia Federal prendeu em Belém o ex-senador Luiz Otávio Campos (MDB) na manhã desta quinta-feira, 9, no âmbito da Operação Fora do Caixa, que investiga suposto caixa dois nas eleições de 2014 para o governo do estado do Pará. A suspeita é de que o ex-senador teria intermediado o pagamento de 1,5 milhão de reais, em três parcelas, ao então candidato e atual governador Helder Barbalho (MDB). Otávio Campos foi senador entre 1998 e 2006. O governador não é investigado na operação.

No total, a PF expediu dois pedidos de prisões temporárias, seis mandados de busca e apreensão, sendo dois deles no Distrito Federal e os outros divididos entre Pará e Tocantins. Além de Otávio Campos, a PF prendeu, em Palmas, Álvaro Cesar Silva da Rin, também suspeito de ter participado do caixa dois.

De acordo com a corporação, a investigação começou a partir de delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht no âmbito da Lava Jato, que revelou que “um candidato ao governo do Pará recebeu três pagamentos de 500 mil reais cada, intermediados por um ex-senador ligado ao então governo paraense”.

“Durante o trabalho investigativo, foram encontrados indícios de que pelo menos um dos pagamentos foi realizado em endereço ligado a parentes do ex-senador da República citado pelos executivos”, afirmou a PF, em nota, sem nomear os suspeitos, conforme os regulamentos da corporação sobre a identificação de seus alvos.

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O caso investigado inicialmente tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi encaminhado à Justiça Eleitoral em Belém após decisão que confirmou entendimento sobre a competência da Justiça Eleitoral para processar e julgar crimes comuns em conexão com crimes eleitorais.

O nome da operação, Fora do Caixa, faz referência ao recebimento de recursos eleitorais não contabilizados. Os crimes sob investigação são de falsidade ideológica eleitoral (caixa 2), formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

A reportagem de VEJA tenta contato com representante da defesa de Otávio Campos. O governo do Pará se limitou a dizer que “Helder Barbalho não é alvo da ação”. 

(Com Reuters e Agência Brasil)

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